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Tribunal Eleitoral dá um “mãos ao alto” em Maluf

Por quatro votos a dois, os juízes do TRE decidiram enquadrar o deputado Paulo Maluf (PP-SP) na Lei da Ficha Limpa.
Os magistrados consideraram que a condenação no TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo pelo suposto envolvimento em uma compra de frangos superfaturada pela prefeitura da capital paulista à época em que Maluf era prefeito serve como argumento para barrá-lo.
O presidente do tribunal, Walter de Almeida Guilherme, que votou contra Maluf, disse no julgamento que a Lei da Ficha Limpa “é um avanço para a moralização dos hábitos políticos”, pouco antes de votar pelo indeferimento.
Os advogados de Maluf vão recorrer ao TSE, conforme determina a lei. Paulo Maluf é candidato a deputado federal.” O julgamento da candidatura de Maluf nesta segunda começou às 16h20, com a manifestação do advogado Adib Abdouni. Ele apresentou uma impugnação ao registro de Maluf com base na Lei da Ficha Limpa, enquanto outra impugnação foi apresentada pela Procuradoria Eleitoral.
Abdouni, que também defende o delegado Protógenes Queiroz (PC do B), candidato a deputado federal, fez uma comparação entre os dois: “é a caça e o caçador”.
Na última sexta-feira (20), o juiz do TRE-SP Mário Devienne Ferraz suspendeu a propaganda de Protógenes a pedido de Maluf. A propaganda mostrava a prisão de Maluf em 2005, que aconteceu durante uma investigação conduzida pelo delegado da Polícia Federal.
Maluf foi impugnado pela lei aprovada neste ano, que considera “fichas-sujas” os políticos condenados por órgãos colegiados da Justiça, em geral cortes estaduais.
Maluf que apoia José Serra em São Paulo e a sua candidatura foi impugnada motivada pela condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo por suposta participação em uma compra de frangos superfaturada.
Ao todo, ele responde a quatro procedimentos criminais no STF,um inquérito e três ações penais.
O mais antigo deles, a ação penal 458, começou na Justiça de São Paulo em 2001 e poucos se arriscam a dizer quando será concluído. Refere-se à acusação do Ministério Público de São Paulo de que Maluf, à frente da prefeitura paulistana (1993-1996), fraudou o orçamento para gastar mais no seu último de governo, deixando para o seu sucessor um rombo de R$ 1,2 bilhão.
Os outros casos tiveram origem em investigações do Ministério Público que apontaram desvios de recursos públicos da construção do túnel Ayrton Senna e da avenida Roberto Marinho. Um deles levou à prisão preventiva de Maluf por 40 dias em 2005.
FRANGOS No último dia 27 de julho, o TJ-SP rejeitou um recurso da defesa de Maluf, que buscava cassar a condenação do congressista pela suposta participação no caso dos frangos. Os advogados alegaram em juízo que a condenação teve por base um cálculo incorreto e que no caso da aquisição de frangos não houve prejuízo aos cofres públicos.
Os desembargadores da 7ª Câmara de Direito Público, porém, entenderam que essa questão não poderia ser discutida por meio do tipo de recurso apresentado pelo deputado, tecnicamente chamado embargos de declaração, e rejeitaram o pedido dos advogados de Maluf sem discutir sobre a correção do cálculo do suposto prejuízo ao município.

* Celso Jardim com informações da Folhapress

DILMA – LULA NO MS CAMPO GRANDE (TERÇA DIA 24)

Nesta terça-feira (24), às 19h, Dilma e Lula estarão em Campo Grande (MS) para mais um comício. O ato será realizado no cruzamento da Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Rua Calógera, e contará com a cobertura da equipe da #dilmanarede. Podemos contar com a sua colaboração em mais este evento?

Você pode compartilhar a transmissão ao vivo, , a incorporando em seu blog ou site – nos ajudando a mobilizar os amigos; divulgando a atividade em sí; opinando sobre ela; e fazendo aquela bela cobertura em todas as suas redes sociais. Envie posts, fotos e vídeos da sua cobertura para nós, para que postemos com destaque na rede social! Você também pode divulgar diretamente nela, por meio do seu perfil…

Tod@s conectad@s com Dilma pelo Brasil, para fazer a melhor cobertura desta eleição!

AM: Serra cai a 10,7%; Vanessa (PCdoB) empata com Arthur Virgílio DILMA 67,3% MARINA 14,2% SERRA 10,7 %

Pesquisa do Instituto Perspectiva realizada no Amazonas, de 15 a 22 deste mês, revela um verdadeiro massacre da candidata Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, sobre o presidenciável demo-tucano, José Serra. De acordo com o Perspectiva, Dilma cresceu 9,7 pontos e passou de 57,6% de julho a 67,3% em agosto.
Já Serra caiu 5,6 pontos entre os amazonenses e ficou com 10,7% (tinha 16,3%). Pela primeira vez, o tucano amarga a terceira colocação no estado, numericamente atrás de Marina Silva (PV) — que tem 14,2% (tinha 15,3%). Brancos, nulos e indecisos são 7,1%. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa tem o registro 21686/2010 no TRE-AM.

A pesquisa também aponta reeleição, no 1° turno, de Omar Aziz (PMN) para o governo do Amazonas. Dados da pesquisa anterior do instituto, feita de 20 a 27 de julho, permitiam a mesma conclusão. Aziz tinha 47,2% dos votos e passou a 49%. O segundo colocado, Alfredo Nascimento (PR), tinha 37,4% e foi a 34,1%. Ambos apoiam Dilma. O serrista Hissa Abrahão (PPS) tinha 0,9% em julho e oscilou para 0,8% em agosto.

Senado

Na disputa por duas vagas do Amazonas ao Senado, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) tem 82,7% dos votos e lidera as intenções de votos. Ele integra a mesma coligação de Omar Aziz.

A segunda vaga é disputada pela deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB) — que tem 39,3% dos votos — e pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio — que soma 39%. Em relação à ultima pesquisa, os dos oscilaram dentro da margem de erro.

Da Redação, com informações do Blog do Fernando Rodrigues

Marina ultrapassa Serra no Amazonas. Dilma massacra Serra com 67,3% isso após a visita do Serra no estado.

I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas

As decisões do encontro dos blogueiros
Cerca de 300 autores de blogs reunidos na capital paulista neste domingo (22), segundo dia do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, na capital paulista, aprovaram uma carta de princípios.
O texto defende a liberdade de expressão, especialmente na internet, democratização da comunicação e a universalização da banda larga no Brasil (acesse link para íntegra da Carta dos Blogueiros Progressistas, no quadro abaixo). O documento encerra o 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas.
Os trabalhos foram organizados por Altamiro Borges, do Centro de Estudos Barão de Itararé, e tomaram cerca de duas horas e meia. Propostas elencadas na manhã do domingo por grupos de trabalho foram apresentadas e aprovadas na plenária.
Também foi deliberada a realização de um segundo encontro, em data e local ainda a definir, além de eventos locais e regionais e aprovadas moções de apoio e de solidariedade a jornalistas e comunicadores.
Uma das primeiras polêmicas entre os ativistas esteve relacionada ao próprio nome do evento. Enquanto alguns participantes defendiam outras opções de adjetivos aos blogueiros, ficou definida a manutenção do termo “progressistas”.
“O que seremos depende menos do nome e mais de nossa conduta daqui para frente”, resumiu Conceição Lemes, do Viomundo. A resolução teve apoio da maioria da plenária.
Preocupações em definir o movimento como suprapartidário e desvinculado de lideranças e correntes políticas específicas, em sublinhar a posição contrária à censura e em garantir o apoio à neutralidade da internet foram incorporadas à redação final.
O texto foi divulgado na tarde deste domingo. Há ainda apoio a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam dos meios de comunicação no país e de incentivo a estruturas de financiamento para produtores autônomos.

Texto de Anselmo Massad e Ricardo Negrão, publicado no Blog do Miro

TV dos Trabalhadores estreia hoje, com Lula

A TV dos Trabalhadores entra no ar hoje às 19h. A data histórica que marca a estreia da primeira emissora de televisão outorgada aos Trabalhadores terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silvia, ministros, prefeitos, parlamentares, dirigentes sindicais, empresários e 1.700 trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, fundador e mantenedor da Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho. A entidade sem fins lucrativos recebeu a outorga da TV em outubro de 2009, após 23 anos de luta e do primeiro pedido oficial feito ao Ministério das Comunicações e intermediado pelo então deputado constituinte Lula.

A programação irá ao ar pelo canal 46 UHF. Também estará em 27 canais comunitários (a cabo) da Grande São Paulo e em mais de 240 pontos de abrangência da Rede NGT em todo o País. A programação será transmitida simultaneamente pela TV Web do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (www.smabc.org.br).

A TVT terá diariamente uma hora e meia de programação própria (veja grade abaixo). Hoje todo o horário será ocupado com a transmissão ao vivo do evento de estreia, que será realizado no Cenforpe, em São Bernardo do Campo.

Seu jornal
O carro-chefe é um jornal ao vivo de 30 minutos – Seu Jornal -, que será exibido de segunda a sexta-feira. Integram a grade outras sete produções envolvendo serviços, debates, documentários, cooperativismo, entrevistas e destaques do mundo do trabalho. Para garantir o restante da programação, foram firmadas parcerias com a TV Brasil (pública) e as TVs Câmara e Senado, que fornecerão noticiário nacional, reportagens especiais e documentários.

Equipe com 70 profissionais é responsável pela produção da programação própria da TVT. Segundo Valter Sanches, foi investido R$ 1 milhão na compra de equipamentos. O custo mensal da programação da TVT está estimado em R$ 400 mil. Por ser educativa, a emissora não pode veicular publicidade nem ter patrocínios, mas apenas apoios culturais.

Para poder habilitar-se legalmente à concessão, o Sindicato fez um aporte financeiro de R$ 15 milhões com recursos próprios (aprovado em assembleia em 2007) na conta da Fundação. Sanches e Sérgio Nobre afirmaram que o Sindicato ira buscar apoios culturais e novos parceiros para a TVT ainda este ano. “Vamos fazer dessa emissora uma grande rede nacional”, afirmou o presidente do Sindicato.

Fundação
A outorga da emissora foi feita em outubro do ano passado em decreto assinado pelo presidente Lula e pelo então ministro das Comunicações, Hélio Costa. Além do Canal 46 UHF, a Fundação também teve outorgadas, no ano passado, mais uma emissora UHF, em São Caetano, e duas emissoras de rádio (uma em São Vicente e outra em São Caetano).

A Fundação foi criada em 10 de setembro de 1991, sem fins lucrativos, para produzir e divulgar programas de conteúdos educativo, cultural, informativo e recreativo, em todo o território nacional. É presidida pelo dirigente do Sindicato Valter Sanches, metalúrgico na Mercedes-Benz, e dirigida por conselho composto por 40 membros eleitos em assembleia a cada três anos, que representam diversas categorias de sindicatos filiados à CUT (Central Única dos Trabalhadores), como Metalúrgicos e Químicos do ABC, Bancários de São Paulo e do ABC, Petroleiros, Professores e Jornalistas de São Paulo.

Desde 1987
O primeiro pedido de concessão de canais de rádio e televisão para os trabalhadores via Sindicato foi feito em setembro de 1987. A entidade participou de quatro concorrências de concessão de radiodifusão e foi preterida em todas, apesar de ter cumprido todos os requisitos exigidos por lei. Em 1992, houve mais uma negativa, à época já em nome da Fundação Sociedade Comunicação, Cultura e Trabalho.

Em abril de 2005, a Fundação conseguiu a concessão do canal educativo 46 UHF, com sede no município de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), com aprovação do Congresso Nacional. Na ocasião, o presidente Lula assinou o decreto da concessão na abertura do 16º Congresso Continental da Ciosl-Orit (Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres – Organização Regional Interamericana de Trabalhadores), que reuniu representantes das principais centrais sindicais de 29 países das Américas.

No ato, Lula lembrou que era deputado constituinte quando levou o deputado federal e então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Vicentinho (PT), para conversar com o ministro das Comunicações à época, Antônio Carlos Magalhães (governo Sarney), e pedir pela primeira vez a concessão.

“O fato de Lula, um operário metalúrgico, ser o presidente da República foi determinante para que o Sindicato/Fundação conseguissem a concessão da TVT e as demais outorgas”, disse Sérgio Nobre.

Em rede
A Fundação firmou uma parceria com a Acesp (Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo) para retransmissão da programação da TVT em 27 emissoras comunitárias nas sete cidades do ABC (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – canal 48) e nas seguintes praças: Atibaia, Bragança Paulista, Cubatão, Guarulhos, Itapetininga, Mogi das Cruzes, Osasco, Peruíbe, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Jacareí, São José do Rio Preto, Valinhos, Limeira, Americana, Rio Claro, Sumaré, Hortolândia, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, Itapetininga e São Paulo (capital).

Outra parceria foi firmada com a Rede NGT, por seis meses, para retransmitir a programação da TVT a diversas regiões do Estado de São Paulo e do Brasil. São mais de 240 pontos de abrangência em todo o País.Na Grande São Paulo, por exemplo, são 26; na região de Bauru, mais 26; na Grande Rio de Janeiro, 16; em Minas Gerais, 87 (17 no sul-sudeste); na região do Cariri, no Ceará, 24. A população total dessas regiões é de 40 milhões de habitantes e 12 milhões de domicílios com televisores, segundo dados da NGT.

Metalúrgicos na equipe
A TVT dos Trabalhadores vai inovar ao colocar oito metalúrgicos na equipe de reportagem, que também terá a participação de representantes das entidades do movimento social. Nelma Salomão, diretora de jornalismo da emissora, explica que um dos conceitos da programação da TV dos Trabalhadores é estar aberta à participação social. “Esse será um dos nossos diferenciais. A participação de pessoas comuns produzindo conteúdo vem da necessidade de termos a visão desse lado da vida cotidiana, como a dos trabalhadores”.

O coordenador de base por São Bernardo do Sindicato, Moisés Selerges será um dos repórteres trabalhadores e define sua participação como um elo entre a categoria e a emissora. “O trabalhador não se vê na TV conforme a sua realidade. Não há um programa que discuta nossos direitos”, por exemplo.

Ele compara sua afirmação com o comum de uma novela “Nunca vimos um personagem dizendo que precisa dormir cedo porque tem de trabalhar no dia seguinte”.

Convênios
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mantenedor da Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho, firmou dois convênios para a transmissão da programação da emissora para o Estado de São Paulo e quase todo o Brasil. Pelo convênio, a Rede NGT levará o sinal a cidades fora do Estado de São Paulo e a Associação dos Canais Comunitários do Estado de São Paulo fará a tevê chegar às cidades paulistas, entre elas os sete municípios do ABC e os da Grande São Paulo (veja links abaixo).

Os convênios foram firmados porque, neste início, as transmissões ficariam restritas à região de Mogi das Cruzes. O Sindicato-Fundação já solicitou, oficialmente, ao Ministério das Comunicações retransmissoras para montar uma rede de transmissão para todo o País.

Como sintonizar

Canal 48 UHF – ABC e Grande São Paulo
Canal 46 – Mogi das Cruzes e Alto Tietê
TV a Cabo no ABC – ECO TV- canais 96 (analógico) e 9 (digital) NET
TV a Cabo em SP – TV Aberta – canais 9 e 72 TVA (analógico) NET e 186 (digital) TVA
No site da TVT – www.tvt.org.br (disponível a partir de 23/08)

A transformação da paisagem cultural brasileira

bob marley e dilma presidenteArtigo enviado pelo correspondente do Blog da Dilma em São Paulo, Júlio Amorim – jotamorim@gmail.com
Revista Cult – Ano 13 – n˚ 148
O governo Lula foi marcado por uma política cultural de Estado e não de governo
Por Laymert Garcia dos Santos, doutor pela Universidade de Paris 7 e professor de sociologia da Unicamp. É autor, entre outros, de Politizar as Novas Tecnologias (Editora 34, 2003).
A elite brasileira costuma considerar a cultura em duas chaves: como cultura superior, ela é ornamento de luxo, ilustração, traço de distinção; como cultura de massa, é produto de consumo, mercadoria, na lógica da indústria cultural e do entertainment. E foi também nessa perspectiva que os sucessivos governos trataram a cultura brasileira, desde os tempos da ditadura. Até o governo Lula. Por isso mesmo, em termos propriamente culturais, o Ministério da Cultura foi irrelevante desde sua criação em 1985. Foi preciso esperar a ascensão de um presidente-operário e a nomeação de um ministro “negromestiço”para que, enfim, o país tivesse uma política de Estado para a cultura, à altura da riqueza, da diversidade e da inventividade do povo brasileiro. Como se a elite colonizada-colonizadora fosse incapaz de reconhecer a importância estratégica da cultura para a construção de uma nação e de um futuro.
Basta ler o discurso de posse de Gilberto Gil como ministro da Cultura, em 2 de janeiro de 2003, para perceber que uma página foi virada e que entrávamos numa nova era. Olhando pelo retrovisor, sete anos e meio depois, fica evidente que tudo já estava lá, nesse discurso que as gerações vindouras certamente vão definir como histórico. Com efeito, descartando as concepções dominantes, Gil colocou a cultura numa outra dimensão e o ministério num outro patamar. E se isso até hoje não foi captado com clareza por todos os setores da sociedade brasileira, foi porque a existência de uma política cultural verdadeira contou com a incompreensão, mas também com a má fé dos lobbies e dos interesses estabelecidos, que não queriam mudança alguma e desejavam a manutenção de uma hegemonia anacrônica, que passava a ser contrariada. Gil entendeu que fora escolhido precisamente por um homem do povo “e que, como o seu povo, jamais abriu mão da aventura, do fascínio e do desafio do novo”. “E é por isso”- disse ele – “que assumo, como uma das minhas tarefas centrais, aqui, tirar o Ministério da Cultura da distância em que ele se encontra, hoje, do dia a dia dos brasileiros”.
Valendo-se de um conceito antropológico de cultura (à maneira de Darcy Ribeiro), ancorado no nosso saber e no saber fazer, nos nossos gestos, nos nossos jeitos, Gil pensa a cultura como “usina de símbolos de um povo” e, por isso, propôs que o ministério fosse “como uma luz que revela, no passado e no presente, as coisas e os signos que fizeram e fazem, do Brasil, o Brasil”. E formulou, com a cúpula do MinC – que tinha como secretário-executivo Juca Ferreira, posteriormente seu sucessor na pasta -, as linhas mestras de uma estratégia que encarasse de frente o paradoxo central da questão cultural no Brasil: um povo detentor de imensa criatividade, mas sem acesso à produção cultural! Um povo que nunca pôde ir ao cinema, nunca entrou num teatro, nunca viu uma exposição e que, no entanto, inventou, por exemplo, a escola de samba (“escola da vida”), essa ópera de rua fantástica, encenada por milhares de pessoas, que transforma miséria em riqueza, falta em abundância, negatividade em afirmação. Enfrentar o paradoxo significava colocar a pergunta: o que faria um povo com tanto potencial e capaz de tanta potência se tivesse, além do acesso aos meios, o reconhecimento de seu valor?
Nem o Estado nem o mercado haviam até então colocado a questão nesses termos. Assim, durante os primeiros anos, foi preciso desenhar uma estratégia cultural de Estado, não de governo, isto é, um conjunto de políticas públicas que tornasse o MinC uma instituição capaz de mobilizar as forças culturais existentes no país, em vez de continuar como mero repassador de verbas públicas para o setor privado, no velho esquema clientelista. Para tanto, foi preciso, antes de tudo, construir inteligência no âmbito do próprio ministério, atraindo jovens profissionais bem preparados e entusiasmados com a nova proposta, e refuncionalizando as estruturas remanescentes. Foi preciso, ainda, elaborar um amplo diagnóstico das condições de produção e de acesso aos bens culturais em todo o país, identificar os agentes culturais, as carências, os obstáculos e os pontos de estrangulamento, rever as legislações pertinentes (como a Lei Rouanet e a Lei do Direito Autoral). Foi preciso atentar para as manifestações da cultura não oficial, para as formas de expressão das periferias, como a pichação, o funk e o hip-hop, e construir as condições e os espaços para que a juventude e as populações tradicionais marginalizadas, como os povos indígenas e os quilombolas, começassem a articular o potencial da diversidade cultural com o potencial da cultura digital. Foi preciso abrir uma discussão pública nacional sobre o estado da cultura no Brasil, por meio do Conselho Nacional de Política Cultural. Foi preciso estimular as pesquisas sobre os temas contemporâneos e o papel das novas tecnologias por meio da abertura de editais que visavam financiar novos projetos. Foi preciso re-estruturar os museus, apoiar a arqueologia, repensar o incentivo ao cinema e ao teatro, reavaliar o papel das artes plásticas, encontrar uma solução para salvar a ameaçada Bienal de São Paulo, com uma parceria público-privada.
Em suma, o MinC passou, portanto, a investir na elaboração e execução de um apolítica cultural como parte de um projeto geral de construção do Brasil contemporâneo, isto é, de construção de uma nação que afirma a sua presença no mundo globalizado por meio de uma diferença específica, de seus potenciais, de seus recursos e de sua visão de futuro. Nesse sentido, vale também assinalar que, desde o início do governo Lula, a estratégia do ministério sempre esteve em sintonia direta com a nova política externa desenhada pelo Itamaraty e que agora se explicita com a entrada do Brasil no tabuleiro geopolítico mundial como um país de peso. Por isso, o MinC teve um papel central na promulgação da Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco, aprovou em 2009 o selo Mercosul Cultural, realizou o Ano do Brasil na França, em 2005, e a Copa da Cultura na Alemanha, em 2006.
Um rápido balanço das realizações levadas a cabo pelo MinC durante as gestões de Gilberto Gil e Juca Ferreira permite captar de que modo a estratégia se traduziu em ações concretas e avaliar a atuação do ministério em várias frentes. Num plano mais geral, cabe assinalar que a consolidação institucional de uma política cultural pública se dá numa época em que a cultura se torna cada vez mais relevante do ponto de vista econômico. Assim, de 1994 a 2008, a participação do setor no PIB aumentou de 0,8% para 4%. Outro indicador importante: entre 2003 e 2008, a renúncia fiscal mobilizada para a produção cultural aumentou de 300 milhões de reais para 1 bilhão de reais. Portanto, o projeto do MinC inscreve-se num processo de transformação socioeconômico que o crítico literário e político marxista americano F. Jameson qualificou como “a virada cultural”do modo de produção.
Ora, o esforço de mobilização e de atualização dos agentes culturais de todo o Brasil para essa nova realidade se fez por meio da realização da primeira Conferência Nacional de Cultura, em 2007, e a segunda em 2010. Esse amplo processo de discussão e de consulta desembocou, por um lado, no Plano Nacional de Cultura, que visa implementar o Sistema Nacional de Cultura (já apoiado por 21 Estados e 1.971 Municípios) e, por outro, no projeto de lei do Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura), enviado ao Congresso Nacional, que visa corrigir as distorções da Lei Rouanet. Os adversários da nova política do MinC costumam combatê-la agitando o velho espantalho do “dirigismo estatal”, do “perigo”do “autoritarismo”, da ameaça à “liberdade de expressão”e à “livre-iniciativa”; mas ignoram sistematicamente o caráter democrático de uma proposta que pretende promover uma melhor distribuição do dinheiro público captado por meio da Lei Rouanet, combatendo a exclusão e a concentração cultural no Brasil.
Com efeito, pouca gente sabe que:
1. de cada 10 reais investidos em cultura, 9,50 reais são públicos e 50 centavos são dinheiro do patrocinador privado;
2. do 1 bilhão de reais anuais de renúncia fiscal, 80% vão para a Região Sudeste;
3. só 14% dos recursos da renúncia fiscal vão para 30 segmentos que, somados, compreendem, entre outros, patrimônio, cultura popular, cultura afro-brasileira, cultura indígena, acervos, artesanato, bibliotecas, restauro, distribuição e exibição audiovisuais;
4. a constituição de fundos setoriais permitiria uma redistribuição mais justa e quantitativa dos recursos, beneficiando regiões, populações, atividades e áreas até então excluídas ou desfavorecidas pelos mecanismos atuais;
5. critérios explícitos e transparentes de aplicação desses recursos fortalecem a cidadania cultural e estimulam a inclusão sem demagogia, assistencialismo e a “filantropia” marqueteira que caracteriza muitos dos projetos financiados hoje pela Lei Rouanet.
O congresso deve se pronunciar proximamente sobre o novo enquadramento jurídico da cultura. Se aprovado, as bases para um salto cultural do país estarão lançadas. Mas o disparo já foi dado: de todas as iniciativas do MinC, a meu ver a mais original e promissora foi a criação de 2.500 Pontos de Cultura pelo Brasil afora, abrindo para 8 milhões de pessoas oportunidades de acesso à produção e à fruição de bens culturais. A meta é criar 5 mil pontos adicionais, no mínimo um por município. Se pensarmos que a eles devem se somar a adoção do Vale-Cultura e a ampliação do acesso à banda larga móvel para 125 milhões de pessoas, não restam dúvidas de que o MinC está mudando a paisagem cultural brasileira. O surto de criatividade que deve surgir nessas condições será contaminado pela dinâmica de um país emergente que já emergiu. Em termos de nossa inserção na segunda globalização, isso é importantíssimo. Afinal, será por meio da sua cultura que o Brasil poderá, mundialmente, dizer a que veio.

Deus ajuda quem cedo madruga

Eles são Dilmistas

Poema feito para a Dilma

dilma com o povo brasileiroDILMA
Mulher de fibra
Que no seu pulso vibra
O ritmo da vida

Coração de mãe
Que ampara
e conduz

Que encaminha
Seu protegido
Na busca da vida
Vida que seja digna
Na conquista de direitos
No cumprimento de seus deveres

Em um legitimo exercício
De cidadânia
Onde se mata
A fome com comida
E a sede com justiça
Justiça que protege e orienta
Embalada por um sorrizo
Que encanta, que aconchega

Mulher guerreira
Que carrega no colo
Um gigante que chama de filho
Que veste todo de verde e amarelo

Que como toda mãe
Faz do AMOR seu fizil
Protegendo o filho
Que por todos é chamado de BRASIL.

Bom dia! este poema foi uma homenagem feita pelo Professor e vice diretor da Escola Padre Pietro Gerosa, Ananindeua-PARÁ, PAULO ARTUR VILHENA, eu gostaria muito que fosse postado no blog, pois se trata da companheira DILMA. A qual o companheiro Paulo a trata como uma mulher guerreira, que concerteza estará a frente de nosso povo em 2011.
Falo em nome do companheiro.
Obrigada
Márcia Nascimento – marciapd3@hotmail.com

Celeiro de Cultura

banner do blog da dilmaMatéria enviada por Júlio Amorim – correspondente do Blog da Dilma em São Paulo – jotamorim@gmail.com
Entrevista: Celeiro de Cultura – por Antonio Martins
A secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (MinC), Silvana Meireles, tem uma pedreira pela frente. Depois de coordenar a Segunda Conferência Nacional de Cultura, realizada em março em Brasília, está incumbida de fazer andar no Congresso as leis que sacodem as relações entre o Estado e a cultura popular – e que podem repercutir muito na vida de milhões de brasileiros. As transformações começaram em 2003, quando Gilberto Gil assumiu o ministério. Desde então, os recursos públicos destinados pelo governo federal à área saltaram de R$ 287 milhões para R$ 2,5 bilhões, avançando de 0,2% para 1% do Orçamento da União. Mais importante, porém, foi a mudança na distribuição do bolo. Ministério recente, o MinC, criado em 1985, quase sempre reproduziu a visão bacharelesca e elitista de cultura que marcou o Brasil desde sua fundação. Seu papel era “iluminar o povo”, “levando” a ele as obras que supostamente expressavam o saber artístico da humanidade – depois, é claro, que essas produções circulassem comercialmente nos meios “eruditos”. Os recursos do ministério praticamente só patrocinavam filmes e peças teatrais de grandes diretores, orquestras sinfônicas, grandes mostras, museus.
Gil abriu os olhos (e o bolso) do MinC para a riqueza e a diversidade cultural brasileira. E o novo conceito adotado pelo ministério é muito bem expresso pelo programa Cultura Viva e seus Pontos de Cultura. O MinC reconhece como cultura todas as criações originais do ser humano. Enxerga numa moqueca capixaba, na obra de uma bordadeira, numa rádio comunitária ou num software inovador tanta sabedoria, habilidade, talento e poder de criação quanto pode haver numa sinfonia. E movido por essa ideia iniciou uma pequena revolução no uso dos recursos públicos. Por meio de concursos, mais de 2 mil iniciativas comunitárias espalhadas pelo país, foram transformadas em Pontos de Cultura. Recebem durante três anos um apoio financeiro que, embora pequeno em termos de orçamento público (R$ 60 mil anuais), é capaz de mover montanhas no trabalho de quem o recebe.
São, na maioria dos casos, coletivos culturais das periferias das metrópoles ou de regiões remotas. Vistos antes como meros espectadores das “belas-artes”, agora revelam a força e a diversidade da cultura brasileira. Utilizam os recursos públicos para se converter em grupos musicais, dedicados tanto a manifestações tradicionais, como o maracatu ou coco-de-umbigada, como ao rock ou ao rap. Articulam grupos de teatro e de dança. Animam rádios livres, sites e blogs. Produzem vídeos e jornais. Montam cooperativas especializadas em criar programas de computador. Atuam em quilombos e comunidades indígenas.
A transformação tem desdobramentos econômicos. Para os grupos ou comunidades participantes, significa novas ocupações (às vezes criativas e bem-remuneradas) e a possibilidade de desenvolver o empreendedorismo coletivo. Para o Brasil, abre a janela para uma nova vocação e um novo papel internacional. O país que sempre foi dependente no momento em que a indústria era o setor mais dinâmico da economia, pode ser um produtor destacado de bens simbólicos – cultura, conhecimento, comunicação, ideias, técnicas e afetos – na era pós industrial. Nesta entrevista, Silvana fala em detalhes sobre a Conferência Nacional e aborda um tema que agitará o ambiente da cultura nos próximos meses: a elaboração de uma nova lei de direitos autorais, após amplas consultas à sociedade – para desconforto de alguns cartéis da indústria cultural.
Qual o sentido de realizar uma Conferência nacional de Cultura a menos de um ano do fim de um governo?
Silvana: As conferências visam sacudir uma visão arcaica de política, segundo a qual a sociedade limita-se a eleger os governantes e deve esperar deles as decisões. O governo Lula não as inventou, mas realizou mais de 70 delas. São uma janela para a expressão direta da sociedade civil em meio ao nosso sistema institucional ainda fechado e baseado apenas na representação. Em nosso caso específico, a Conferência Nacional de Cultura comprova que a sociedade está disposta a debater temas complexos, sempre que há espaços reais de participação. Mais de 206 mil pessoas compareceram nas etapas municipais, estaduais – em todos os estados e em 3.117 municípios – e nacional. Se ainda faltava algum sinal de que cultura não é assunto apenas das elites, esse foi dado agora. Os trabalhos também mostraram que a sociedade está pronta para formular alternativas. Foram aprovadas centenas de recomendações, entre elas, a aprovação de um conjunto de leis e emendas à Constituição capazes de consolidar as conquistas dos últimos anos.
O que estabelecem essas propostas?
SM: Vamos começar pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 416/05. Estabelece o Sistema Nacional de Cultura, que representa para nossa atividade algo tão importante quanto o SUS para a saúde. Na tradição do Estado brasileiro, cultura sempre foi tema secundário. Da União aos Municípios há estruturas permanentes para a educação, a saúde, a segurança e outras áreas. Mas nem todo município tem uma Secretaria de Cultura. Quando existem, as estruturas e políticas são vistas como concessões do prefeito. Se seu sucessor tiver outra proposta, a secretaria morre. Mas essa PEC não se limita a instituir secretarias de Cultura nos estados e municípios. A proposta determina a criação de fundos de apoio à cultura. Sintonizada com os novos tempos, institui a participação. Em cada esfera de governo haverá Conselhos de Política Cultural. Neles, 50% dos participantes deverão ser eleitos democraticamente e representar a sociedade civil. A PEC deixa para trás as visões bacharelescas de cultura e arte ao estabelecer 11 princípios para o Sistema Nacional de Cultura. Entre eles, o reconhecimento da diversidade das expressões culturais e garantia da universalização de acesso aos bens e serviços da cultura.
Qual a diferença entre o Sistema e o Plano Nacional de Cultura?
SM: O Sistema reprsenta uma mudança institucional profunda e de longo prazo. O Plano Nacional de Cultura, expresso no Projeto de Lei (PL) 6.835/06, é um planejamento também ambicioso, mas com horizonte de 10 anos. Determina, por exemplo, que os próximos governantes continuem adotando políticas para garantir acesso de todos à cultura, e que se respeite e se promova a diversidade artística e cultural.
A mudança na Lei Rouanet é uma prioridade?
M: Sem dúvidas. Essa lei está há 18 anos sem mudanças, e nesse período a cultura passou por enormes transformações. As mudanças estão expressas no Projeto de Lei (PL) 6.722/2010, que cria o Pró-Cultura, democratiza a política de financiamento, estabelece processos públicos para definir quais iniciativas receberão apoio financeiro e desconcentra a destinação dos recursos, evitando que a maior parte das verbas disponíveis irrigue um pequeno número de produtores. Ao longo dos anos, acumularam-se inúmeras distorções. Em tese, a Lei Rouanet estimula as empresas a investir em cultura. Na prática, poucas tiram do próprio bolso o que destinam ao setor. A maior parte dos recursos, quando não a totalidade, vem do Estado, por meio de renúncia fiscal. A empresa faz mecenato com dinheiro da sociedade. Criou-se uma indústria de projetos. Metade dos recursos – cerca de R$ 1 bilhão, em 2010 – é captada por apenas 3% dos produtores culturais, e 80% das verbas são canalizadas para Sul e Sudeste. Ao Nordeste, de enorme riqueza cultural, restam 6%. Os projetos têm méritos reais, mas que sejam, então, executados também com recursos da própria iniciativa privada.

Quais as alternativas?
SM: O projeto republicaniza a destinação do apoio cultural. Em vez de depender das empresas, artistas e produtores poderão buscar recursos num Fundo Nacional de Cultura, que além de patrocínio oferecerá bolsas e prêmios. A destinação dos recursos não será decidida apenas pelo Estado, mas por um conselho, no qual estarão representados 20 setores da sociedade com interesse nos financiamentos. E as obras que forem financiadas por recursos do Fundo Nacional de Cultura poderão ser oferecidas gratuitamente à população três anos depois de lançadas – ou em 18 meses, se o objetivo for educacional. Isso vale, por exemplo, para a reedição de um livro ou a exibição de um filme pela TV pública.
No processo de debate da nova Lei Rouanet surgiu a ideia do Vale-Cultura. A que se destina?
SM: O Vale-Cultura surgiu na mesma trilha, mas já se transformou num projeto próprio: é o PL 5.798/09. Apesar de todos os nossos avanços, não foi possível reverter, em oito anos, a elitização do acesso à cultura no país. É algo que tem a ver com a péssima distribuição de riqueza e renda. Assistir a um filme pesa muito no orçamento de uma família. Por isso, apenas 5% dos brasileiros já foram a museu, 13% vão regularmente ao cinema, e 17% compram livros. A nova lei oferece R$ 50 mensais a quem ganha até cinco salários mínimos. É um vale utilizável apenas para aquisição de bens culturais – um livro, o ingresso para um filme, peça ou show. Vem em cartão magnético, não pode ser convertido em dinheiro. Além de beneficiar dezenas de milhões de brasileiros, criará um circuito novo de cultura, onde estarão as maiorias, excluídas do mercado tradicional. Como costuma lembrar o ministro Juca Ferreira, este circuito viabilizará, por exemplo, a criação de cinemas nos bairros populares, a multiplicação de companhias de teatro e de pequenos editores de livros.
Há uma emenda específica para vinculação de berbas à cultura. Por quê?
SM: A Cultura recebe hoje 1% do Orçamento da União, cinco vezes mais do que no último governo. É preciso garantir esse patamar e ampliá-lo. A economia contemporânea tende cada vez mais para a produção simbólica. A efervescência e a diversidade cultural do Brasil podem ser uma grande vantagem internacional. Mas, para isso, é preciso estimular os produtores. Viver da produção de cultura deve ser uma alternativa, algo que um adolescente possa levar em conta tanto quanto ser metalúrgico ou servidor público, por exemplo. A PEC 150/2003 cria para a cultura uma vinculação de verbas semelhante à que existe em favor da educação ou da saúde. A União deverá destinar 2% de seu orçamento para a atividade; estados, 1,5%; e municípios, 1%. O pensamento tradicional rejeita a vinculação orçamentária porque ela restringe a margem de manobra dos gestores políticos e o desejo de liquidez da área econômica dos governos. Mas a Conferência Nacional de Cultura aprovou a PEC 150 em três instâncias – talvez por julgar que a vocação cultural da sociedade brasileira deva falar mais alto.
Por que o MinC está realizando consultas públicas visando a reforma da lei do direito autoral?
SM: A atual lei brasileira do lei autoral está defasada. O texto em vigor foi aprovado em 1998 e é uma atualização da legislação criada em 1973. Já não garante plenamente o direito do autor e não atende às necessidades da sociedade brasileira contemporânea. Coloca na ilegalidade uma série de práticas atuais, costumes banais como transportar músicas de um CD original adquirido para um tocador de MP3; copiar um CD para o pen-drive; fazer xerox de um livro esgotado para fins de estudo; ou exibir partes de um filme, com objetivos pedagógicos. Isso não pode perdurar, simplesmente porque a lei não acompanhou o surgimento e a evolução do ambiente digital e as novas possibilidades de trocas simbólicas e econômicas decorrentes. Queremos garantir os direitos aos criadores, permitindo a eles maior controle sobre sua criação. Ao mesmo tempo, julgamos que é indispensável assegurar aos cidadãos o acesso a bens culturais com segurança jurídica para usuários e investidores. A ampliação da segurança jurídica para investidores estimulará o desenvolvimento de novos modelos de negócios no ambiente digital, promovendo o fortalecimento da economia da cultura.
De que forma a mudança dessa lei poderá contribuir para um maior acesso da sociedade às obras artísticas?
SM: A proposta apresentada pelo Ministério da Cultura para consulta pública reconhece o direito da cópia individual e com isso garante o acesso da sociedade ao conhecimento, com segurança jurídica. A regulação estatal proposta no anteprojeto acaba com certos excessos dos detentores de direitos sobre determinadas obras. Por isso, ampliará as possibilidades de seu uso para fins didáticos. Por fim, o novo texto prevê a criminalização do “jabá” (pagamento para execução de determinadas músicas nas rádios e emissoras de TV). Todos sabem que esse vício submete a programação das rádios a um sistema de remunerações pouco ético e impede o usuário de ter acesso à diversidade cultural.
Saiba em que pé estão projetos que podem ampliar a produção cultural no país

Projeto A quantas anda
Sistema Nacional de Cultura PEC 416/05. Já passou por comissões especiais da Câmara e aguarda votação em plenário. Se aprovado, vai para o Senado.
Plano Nacional de Cultura PL 6.835/2006. Já aprovado pela Câmara. Foi enviado ao Senado em junho.
Pró-Cultura Altera e renova a Lei Rouanet. Está em debate na Câmara (PL 6.722/2010), comissões de Educação e Cultura e de Desenvolvimento.
Vale-Cultura PL 5.798/2009. Aguarda votação no plenário da Câmara.
Vinculação de Verbas para a Cultura PEC 150/2003. Sofre oposição dos setores que julgam ser prerrogativa de cada governante definir as prioridades orçamentárias. Apresentada há sete anos, passou apenas pela Comissão de Constituição e Justiça.

Obs.: a nova lei dos direito autoral ainda não está no legislativo. O governo está promovendo, antes, uma série de debates com a sociedade civil.

Kassab é um lixo

Vim de Fortaleza para o I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS e veja o que encontrei em São Paulo? Calçadas abarrotadas de lixo. O prefeito São Paulo, Gilberto Kassab não anda pelas ruas da cidade, ele preferi sobrevoar de helicópetro para não ver de perto sua incompetência administrativa. Kassab, o prefeito das elites paulistas, é mais um daqueles que não tem compromisso com a Sociedade e sim com o poder econômico que sempre abastece suas campanhas milionárias.
É uma vergonha, sair da cidade alencarina, Fortaleza(CE) é presenciar uma São Paulo abandonada pelo seu prefeito.

avenida 9 de júlio em são paulo

lixo nas ruas da cidade de são paulo

I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS – NOITE DE CHORINHO

Na sexta-feira à noite, fui com meu grande amigo e editor do Blog da Dilma em Fortaleza, Deodato Ramalho para abertura do I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS no Sindicato dos Bancários assistir a apresentação do Grupo de chorinho do jornalista Luis Nassif. Fui um espetáculo nota 1.000. Lá encontramos diversos blogueiros, dentre eles Saroba e Suzana(Guerrilheiros Virtu@uais e Blog da Dilma) Celso Jardim(Blog da Dilma), Ênio(Blog da Dilma), Antônio Mello(Blog do Mello), Cloaca(Cloaca News), Fernanda e seu esposo, e outros grande parceiros de batalha midiática. Foi marcante e importante esse início de Encontro, pois possibilitou que a maioria conhecesse uns aos outros. Esse relacionamento vai fortalecer a nossa unidade e amadurecimento na blogosfera brasileira. O calor humano quebra a ilusão vistual e harmoniza o lado afetivo que precisamos para enfrentar os grandes desafios do mundo da informação. Vou publicar uma série de fotos e recordar um pouco o que foi o I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS.

Vídeo: Dilma reforça seu compromisso com a classe trabalhadora.

Falando aos trabalhadores na fábrica da Mercedes em São Bernardo do Campo (SP), Dilma reforçou seu compromisso de governar respeitando o direito dos trabalhadores.

FHC TROCA SERRA POR SENADORES :Opinião: declínio de Serra leva a oposição a priorizar o Senado

Opinião: declínio de Serra leva a oposição a priorizar o Senado
por Folha Online

Esboçada em todas as pesquisas de opinião, a perspectiva de vitória de Dilma Rousseff deslocou o foco da oposição. As cúpulas do PSDB e do DEM decidiram voltar suas atenções para a disputa travada nos Estados pelas cadeiras do Senado. A iniciativa da articulação partiu de Fernando Henrique Cardoso. Ele deflagrou o movimento na semana passada.

Sem alarde, FHC dividiu suas apreensões com Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM; e Sérgio Guerra, presidente do PSDB. Acha que, confirmando-se o triunfo de Dilma, não restará à oposição senão erguer no Legislativo barricadas contra a “dominação” petista. Dá-se de barato que a maioria governista na Câmara, acachapante sob Lula, tende a ser ainda maior numa eventual gestão Dilma. E tenta-se reproduzir no Senado o quadro que permitiu à oposição impor ao Planalto derrotas como a rejeição da emenda que prorrogava a CPMF.
Ficou combinado que, em entrevistas e artigos de jornal, os líderes da oposição devem ostentar um discurso voltado à classe média. Em essência, vai-se esgrimir a tese segundo a qual o poder do Executivo precisa ser submetido ao contrapeso de um Congresso capaz de vigiá-lo.

Candidato ao Senado pelo DEM do Rio de Janeiro, o ex-prefeito Cesar Maia foi o primeiro a levar o discurso aos lábios. Num vídeo que pendurou em sua página na internet, na última sexta (20), Cesar Maia fez referência ao Datafolha. Sem meias palavras, disse que a vantagem de 17 pontos percentuais atribuída a Dilma leva a um deslocamento do “foco para as eleições do Senado”.

No centro das apreensões de tucanos e ‘demos’ está um número mágico: 47. É esse o escore necessário à aprovação de uma emenda constitucional no Senado. Hoje, Lula dispõe da maioria dos votos dos 81 senadores. A supremacia é, porém, apenas nominal.

Em articulação com dissidentes governistas, a oposição impôs derrotas ao governo até em votações de projetos que exigem a maioria simples de 41 votos. Atento à fragilidade do consórcio que lhe dá suporte no Senado, Lula empenha-se em prover para Dilma um cenário mais confortável.

Em público, o presidente pede votos em comícios para sua pupila e também para os candidatos ao Senado alinhados com o governo. Para sensibilizar as platéias, Lula não se cansa de recordar que, ao derrubar a CPMF, a oposição o privou de injetar R$ 40 bilhões na saúde.

Entre quatro paredes, Lula afirma aos políticos que o cercam: “Um senador vale mais do que três governadores”. Nas eleições de 2010, estão em jogo 54 dos 81 assentos do Senado. Deve-se ao Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) o estudo mais completo sobre prognósticos.

O levantamento carece de atualizações. Mas é, por ora, o que mais se aproxima da guerra travada nos Estados. O documento esboça um quadro pouco alvissareiro para a oposição. Estima que o PMDB deve conservar nas urnas a condição de dono da maior bancada do Senado. Prevê que o PT pode saltar da quarta para a segunda colocação em número de senadores. E vaticina a redução das bancadas oposicionistas.

Hoje, PSDB e DEM operam com 14 senadores cada um, atrás do PMDB e à frente do PT. Tomados pelas previsões do Diap os tucanos correm o risco de ser deslocados para a terceira posição. E os ‘demos’ para a quarta. Daí a preocupação de FHC e Cia.

Descaramento e sem-vergonhice

Serra passou oito anos criticando tudo de bom que o presidente Lula fez para o país e para todos os brasileiros. Criticou o Bolsa Família: chamou o maior programa de transferência de renda do mundo de” bolsa esmola”. Criticou o presidente Lula porque não deixou o país quebrar como na era Serra- FHC. Na eleição de 2002, usou a Regina Duarte para fazer terrorismo eleitoral, com o famoso “eu tenho medo”. Em 2005 o PDSB/DEM, seu partido e seu aliado, tentaram dar um golpe no povo. O DEM, seu aliado na figura do Bornhausen, disse que iria acabar com raça do PT por 30 anos. E agora, na eleição, vendo a viola em cacos, sentindo o gosto amargo da derrota novamente, usa a imagem do presidente Lula para se promover, para ganhar uns votos. Porque Serra não coloca imagens de FHC no seu programa, já que ele foi governo junto com FHC? O PSDB chora agora o leite derramado. Serra fez uma mega imposição ao PSDB para sair candidato à presidência. Tanto o PSDB quanto seus aliados não queriam Serra, já havia sido difícil agüentá-lo no governo de SP. Serra, avesso ao dialogo, não admite ser contrariado, é truculento, centralizador. De fato, o PSDB tinha um candidato e não era Serra, era o Aécio Neves, que o Serra detonou. Sabendo da importância de Aécio para angariar os votos do MG, Serra queria Aécio como vice. Aécio pulou fora, pois tem garantida a sua vaga no Senado. Depois desse episódio Serra amargou uma longa busca por um vice. Foi difícil, ninguém estava disposto a ser vice do Serra. Tentou o Tasso Jereissati, do PSDB, por ser do Nordeste, mas esse recusou e disse a amigos que não confiava no Serra. Tentou o Agripino Maia, do DEM, e esse também declinou. E olhe que o DEM disse que só abria a mão do vice para o Aécio Neves. Tentou o PP, o senador Francisco Dornolles, mas este também não aceitou. Por fim, nomeou por menos de 24 horas o Álvaro Dias, senador do PSDB pelo Paraná, mas não emplacou: o DEM chiou, ameaçou, e tirou da cartola um ilustre desconhecido, o tal Índio da Costa. Um garotão da elite do RJ, ex-genro do banqueiro-ladrão Cacciola, e que diz gostar de ter amantes. Depois de ter falado muitas mentiras e bobagens, anda escondido. Serra, que foi governo junto com FHC por anos, agora esconde o seu mentor. Com a popularidade de FHC beirando 15%, não seria um bom fiador para Serra. Dizem amigos chegados a FHC-Serra, que há a promessa de que, se Serra for eleito, FHC será ministro de Serra: um biscoito para acalmar FHC, que está pelas tampas com o candidato. Serra, em troca de apoio e tempo na TV, aliou-se ao que há pior na política brasileira: o DEM do Arruda, o PPS do Roberto Freire, o PTB do Roberto Jefferson (que também perdeu a paciência com Serra e o detonou e a seu marqueteiro no Twitter). Aliou-se com Roriz, que, segundo Arruda, pagou propina para o MP, mas garantiu palanque para o Serra no DF. Os políticos do PSDB/DEM nos estados, vendo que Serra não agrega votos, muito pelo contrario, em suas propagandas na TV, no rádio, nos comícios, nos santinhos, ignoram Serra, não falam dele, virou cada um por si, o Serra que se lasque. Desesperado com esse afastamento dos seus partidários e aliados, Serra, cinicamente, tenta vincular seu nome ao do presidente Lula, que combateu ferozmente por oito anos, achando que povo é bobo, que o povo não tem memória. Seria ótimo se o PT mostrasse na TV trechos do programas eleitoral do Serra em 2002, quando ele disputou a presidência com Lula, com os ataques que fez a Lula. Os adjetivos que agora cabem melhor no Serra é sem-vergonha, descarado, dissimulado, mentiroso. E esse sujeito quer ser presidente do Brasil! Vai ficar querendo!
Jussara Seixas

OUTRO ALIADO SERRA CONDENADO: Justiça Federal condena Joaquim Roriz

Folha.com
O candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), foi condenado pela Justiça Federal a devolver R$ 7,7 milhões à União por ter firmado sem licitação um contrato ilegal em 2004, quando era governador.

Na decisão, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto afirma que a compra de 25 caminhões ao custo de R$ 70 milhões foi uma “grandiosa e desastrosa contratação”.

Além disso, o juiz constatou que foram entregues apenas 23 dos 25 veículos comprados, com um prejuízo de quase R$ 300 mil.

A condenação foi imposta ao governo do DF e a Joaquim Roriz, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas, com 41% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada no dia 13 de agosto.

“A responsabilidade do citado [Roriz], como agente político que era, tornou-se inafastável, sem a observância de preceito legal, que resultaram danos não reparados”, escreveu o juiz na sentença.

A decisão foi tomada após ação popular apresentada pelo então deputado distrital Chico Vigilante (PT).

O petista se valeu de um relatório da CGU (Controladoria-Geral da União), que apontou que o Corpo de Bombeiros não justificou o destino de R$ 7 milhões dos R$ 49 milhões repassados pelo governo federal para equipar a corporação.

ENCONTRO DOS BLOGUEIROS PROGUESSISTAS


O homem sempre foi um ser de comunicação. Nos primórdios antes de desenvolver a fala com o pouco de desenvolvimento do intelecto já proporcionava o estabelecimento de comunicação através de sons e gestos. Na medida em que se avança no tempo, além da fala, aprende a registrar mensagens através de desenhos rupestres, depois chegou-se a fase da escrita como divisor que rompe definitivamente o paradigma da transmissão do conhecimento. Mas, a escrita não chegou tão rápida e acessível a todos os povos. Nem os processos de comunicação ficaram apenas fixados nessa forma de comunicação. Cansamos de ver nas telas a representação de processos de comunicação primários como a fumaça utilizada para superar a dimensão espaço/tempo até chegar a invenção do rádio, telégrafo, telefone, televisão, telex e com o advento do computador a oportunidade de superar definitivamente a dimensão espaço/tempo através da comunicação na rede mundial – web. Como um estopim esse processo difundiu-se e criou possibilidades infinitas e derrubou os alicerces dos monopólios da comunicação de massa. Alguns fenômenos como a eleição de Barak Obama, nos Estados chamaram a atenção de estudiosos. No Brasil a internet, através dos sites, blogs e outras mídias alternativas tem assumido papel decisivo na informação e superação do modelo de apropriação dos meios, muitas vezes, servindo mais ao controle que, propriamente, a informação. Quando se fala em mídia alternativa, poucas pessoas tinham a exata extensão. Dia 21 e 22 de agosto de 2010, tal como a descoberta da escrita, ainda que de forma rudimentar e assentada sobre materiais estranhos aos dias atuais, a comunicação através desses novos meios também se constitui no rompimento entre o modelo tradicional de produção de informação e conhecimento. Inimaginável como difundiu-se. Quantos estiveram aqui? Quantos desejaram estar? Como será no próximo ano? Quantos seguidores estão aguardando “pacientemente” novidades. Quão decisivos tem sido estas ferramentas na vida das pessoas? Francamente não sei. É inimaginável fazer qualquer projeção, qualquer previsão. O que se sabe que o mundo e os meios de comunicação nunca mais serão os mesmos. Algumas décadas à frente, lá estarão estudiosos “escavando” para descobrir de quem foi a primazia e coisas do gênero, o que se sabe ser irrelevante. Interessa o efeito, a sensação que causa a constatação do feito, essa revolução pacífica que desconstituiu modelos secularizados de domínios da informação. Toda criança nasce linda mas, ninguém sabe como será no futuro. Cabe aos adultos direcionar o processo de construção dos conhecimentos e da independência. Ninguém sabe o que será da mídia alternativa, cabe a cada um, construí-la responsavelmente para que essa criança seja, no futuro, um “ser” admirável. por Hilda Suzana Veiga Settineri 

PROGRAMA DILMA PRESIDENTE SABÁDO 20/08

- 31 milhões de brasileiros subindo para a classe média
- 24 milhões saíram da linha da pobreza
- 14 milhões conquistaram emprego
- 12,5 milhões de famílias beneficiadas com o Bolsa-família
- 12 milhões de brasileiros beneficiados com o Luz para todos
- 704 mil bolsas universitárias no ProUni
- 214 novas escolas técnicas até o fim do ano

Juventude DEM solta os cachorros contra Serra

“Quando os marqueteiros do Serra vão aprender que isso não é concurso para gerente do Brasil? É a política, estúpidos!”

Comentário posto pelo Twitter da Juventude DEM (Democratas). A insatisfação do partido aliado ao presidenciável tucano José Serra tem um motivo relevante: Dilma Rousseff ganharia hoje no primeiro turno, segundo o Datafolha. A petista abriu 17 pontos de vantagem sobre Serra (47 a 30). Os marqueteiros do candidato utilizaram imagens positivas de Lula na propaganda eleitoral, deixando a oposição totalmente confusa e, agora, impaciente.

DEM O PARTIDO MAIS CORRUPTO DO PAÍS É O ALIADO DO SERRA. O VICE DO SERRA QUE ANDA ESCONDIDO É DO DEM

Dilma acusa Serra de ter ‘visão elitista’ do povo

Petista diz ainda que candidato do PSDB à Presidência usa de oportunismo eleitoral ao tentar grudar sua imagem à de Lula

Vera Rosa / BRASÍLIA

Depois de ser definida pelo programa de TV do PSDB como candidata sem experiência e que só “enrola”, Dilma Rousseff (PT) elevou ontem o tom contra o adversário José Serra. Dilma acusou o tucano de ter “visão elitista” do povo e de adotar o oportunismo eleitoral ao tentar grudar sua imagem à do presidente Lula após fazer oposição em dois mandatos.
Na esteira da nova onda de violência registrada sábado no Rio de Janeiro, quando bandidos invadiram um hotel de luxo em São Conrado, a petista também fustigou a proposta de Serra de criar o Ministério da Segurança.

Dilma disse que a polícia do século 21 tem de ser “mais eficiente e menos corrupta”, criticou a divisão de secretarias que tratam do assunto em São Paulo e duvidou da eficácia de mais um ministério, com outra estocada em Serra. Para ela, o tucano não conseguiu combater o crime organizado quando era governador e pode até estar “copiando” suas propostas.
“Quem usa a imagem do presidente Lula, porque ele está com a popularidade alta, tem uma visão elitista do povo. Uma visão que acha que o povo acredita em quem foi contra Lula durante oito anos de mandato e em quem, na campanha de 2002, incentivou a teoria do medo”, afirmou a petista.
Propaganda. Sem esconder a contrariedade, Dilma chegou a soltar um “pelo amor de Deus!” ao observar que Serra alfineta Lula de manhã e à tarde, “discorda de tudo” e, à noite, aparece ao lado dele. Era uma referência à polêmica propaganda do horário eleitoral gratuito do tucano, na qual o ex-governador e o presidente são apresentados como “dois homens que têm história, dois líderes experientes”.

“Não acredito que o nosso povo seja ingênuo, incapaz de ter uma visão crítica”, comentou Dilma. “Acho que o povo entende direitinho o que acontece.” Mesmo sem citar o nome de Serra e o escândalo do mensalão, que atingiu o PT em 2005, a candidata não deixou dúvidas sobre o que falava.
“Se o povo não entendesse direitinho o que acontece, nós não teríamos conseguido fazer o governo que fizemos. Enquanto a oposição queria nos derrubar, quem nos sustentou foi o povo brasileiro”, insistiu a candidata petista.

Promessas. Pouco antes de se reunir com sua equipe para tratar do tema “segurança” no programa de governo, Dilma prometeu que, se eleita, combinará maior policiamento nas fronteiras com ações de inteligência para enfrentar a violência, o crime organizado e o narcotráfico.
“Minha proposta se baseia na experiência realizada no governo do presidente Lula”, afirmou, ao garantir que nunca essas ideias foram apresentadas antes da campanha nem por Serra nem por Marina Silva (PV).
A meta da petista é importar mais dez Veículos Aéreos Não-Tripulados (Vant), dotados de câmeras para a vigilância das fronteiras. Atualmente, a Polícia Federal utiliza dois desses equipamentos, de fabricação israelense.
Em nova farpa na direção de Serra, Dilma pediu aos jornalistas que investigassem se a experiência paulista de dividir o combate ao crime em três secretarias – de Segurança Pública, de Assuntos Penitenciários e da Justiça – funcionou. Logo depois, ela mesma deu seu veredicto. “Isso não levou à derrota do crime. Uma secretaria não conversava com a outra”, disse Dilma. “Não é o fato de criar um Ministério da Segurança que vai resolver. Se fosse assim, no Estado de São Paulo o crime estaria erradicado.”
Apesar dos episódios de violência no Rio, a candidata do PT elogiou o governador Sérgio Cabral, do aliado PMDB, por fazer parcerias com o Palácio do Planalto e, mais uma vez, prometeu ampliar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Disse, ainda, que pretende investir 87% dos recursos do Ministério da Justiça em segurança pública, se chegar à Presidência.

DILMA ROUSSEFF
CANDIDATA DO PT À PRESIDÊNCIA
“Quem usa a imagem do presidente Lula, porque ele está com a popularidade alta, tem uma visão elitista do povo. Uma visão que acha que o povo acredita em quem foi contra Lula durante oito anos de mandato e em quem, na campanha de 2002, incentivou a teoria do medo”
“Se o povo não entendesse direitinho o que acontece, nós não teríamos conseguido fazer o governo que fizemos. Enquanto a oposição queria nos derrubar, quem nos sustentou foi o povo brasileiro”

PT tem o dobro de doações de toda a coligação de Serra

  

Partido já recebeu R$ 43,7 mi de empresas até julho, contra R$ 19,4 mi das seis legendas da coalizão tucana

Valor arrecadado até agora é 1.500% maior do que a campanha de Lula captou em 2006, no mesmo período

BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Além de liderar com folga a corrida presidencial, segundo o último Datafolha, a candidata Dilma Rousseff (PT) conta com um fluxo recorde de doações para o seu partido, em contraste com a campanha do adversário José Serra (PSDB).
As doações recebidas este ano pelo Diretório Nacional do PT já representam o dobro dos recursos arrecadados por todos os seis partidos da coligação do tucano. A falta de recursos, inclusive, tem sido motivo de reclamação de aliados de Serra nos Estados.
De janeiro até 31 de julho, o Diretório Nacional do PT recebeu R$ 43,7 milhões em doações, quase a totalidade de empresas. No total, PSDB, DEM, PPS, PTB, PMN e PT do B arrecadaram R$ 19,4 milhões no mesmo período.
A conta não inclui as doações recebidas pelos tucanos em julho, porque ainda não foram processadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A distribuição desses recursos depende dos partidos. O dinheiro pode abastecer tanto as campanhas presidenciais quanto as candidaturas nos Estados ou ao Congresso. Esses recursos são a fonte das chamadas “doações ocultas”, quando não há identificação clara da ligação doador-candidato.
Em anos eleitorais, a legislação exige a apresentação de balancetes contábeis mensais pelos partidos a partir de junho. Esses dados são diferentes das prestações de contas parciais dos candidatos e comitês financeiros.
Além de recursos do partido, eles também podem receber doações diretas de empresas. Dilma declarou, no início de agosto, arrecadação parcial de R$ 11,6 milhões, a maior entre os presidenciáveis. Serra tinha em caixa R$ 3,6 milhões.
O valor arrecadado pelo PT até julho é 1.500% superior às doações recebidas pelo partido nesse mesmo período em 2006, ano da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na época, o PT ainda sentia o impacto do mensalão sobre a disposição de empresas doarem para a legenda pivô do escândalo. A arrecadação foi de apenas R$ 2,7 milhões no período.
Com o crescimento de Dilma nas pesquisas, a tendência é que o fluxo de doações se mantenha estável, ou mesmo cresça. Assim, o PT deve superar as cifras de 2008, ano de eleições municipais, quando declarou ter recebido R$ 61,1 milhões.

É muito bom recordar que em 2005 o DEM, aliado do Serra, na figura de Borhanusen disse que iria acabar” com raça”, o PT por 30 anos. Não é muito bom saber que eles do DEM,PSDB estão virando poeira?


 

RESUMO DAS NOTICIAS DO DIA

Nacionais:

- Financiamentos aumentam 56,2%  Brasileiros se animam com inflação estável mais juros baixos e correm para o crédito imobiliário. Tendência é que o volume desse tipo de operação cresça 233% até 2014;  (3)

- Chile e Brasil discutem acordo de investimentos, diz agência chilena. Nos últimos 15 anos, o Chile já assinou mais de 50 acordos comerciais com a maioria dos países da América Latina, EUA, Canadá, União Europeia e gigantes asiáticos;  (2)

- Plástica dá nova cara ao consumo da classe C. Dos 2,6 milhões de mulheres na fila da cirurgia estética no Brasil, 54% pertencem à classe C, cada vez mais em ascensão na esteira de consumo do país. O sonho de melhorar a aparência e, consequentemente, a autoestima, antes restrito às camadas de maior poder aquisitivo, tornou-se possível às pessoas de renda mais baixa graças ao financiamento do serviço, em até 36 parcelas;  (1)

- Transmissores para TV digital. A Harrís, dos EUA, inicia na próxima semana a produção no Brasil de transmissores para geradoras e retransmissoras de sinal de TV digital. Os equipamentos serão fabricados pela Benchmark, em Campinas (SP);  (1)

- Setor de defensivos eleva crédito. As indústrias de defensivos estão aumentando sua participação no financiamento da produção agrícola. Hoje, 10% da receita é obtida por meio dessas operações e deve chegar a 30% em cinco anos.  (1)

Política

- Lula diz que “entregaria filho” para Dilma cuidar;  (5)

- Lula volta para porta de fábrica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembra os velhos tempos hoje, quando faz comício junto à presidenciável do PT, Dilma Rousseff, na porta da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP);  (1)

- Datafolha aponta vitória de Dilma no 1º turno. Primeiro levantamento dos candidatos à Presidência após início do programa eleitoral indica petista com 47%, tucano com 30%, e verde com 9%;  (2)

- Dilma evita ‘subir no salto’ depois de disparada na pesquisa Datafolha;  (2)

- Dilma – “Daqui até 3 de outubro, vamos disputar cada voto”;  (2)

- Dilma contém euforia e diz que jogo só começou;  (2)

- Dilma: ainda é hora de trabalhar muito;  (2)

- “Esta eleição vai dignificar a mulher”, afirma Dilma;  (2)

- Milhares de pessoas ao lado de Dilma pelas ruas de Vitória;  (2)

- Dilma diz que quer ser ‘mãe à altura’ dos brasileiros;  (2)

- Dilma acusa Serra de ter ‘visão elitista’ do povo. Petista diz ainda que candidato do PSDB à Presidência usa de oportunismo eleitoral ao tentar grudar sua imagem à de Lula;  (2)

- Dilma discute propostas para Segurança Pública;  (2)

- Cristãos com Dilma na disputa presidencial.  (2)

Esportes:

- Santos vence o Atlético-MG por 2 a 0 e sobe na tabela do Brasileirão;  (2)

- Na reestréia de Valdivia, Palmeiras e Guarani não conseguem sair do 0 a 0;  (2)

- Corinthians vence e aperta o líder. Elias fez dois gols nos 3 a 0 sobre o São Paulo;  (2)

- Fluminense empata com Vasco e vê vantagem diminuir.  (2)

Internacionais:

- Irã fabrica primeiro avião não tripulado. Um dia depois de inaugurar usina nuclear, Ahmadinejad mostra ao mundo seu primeiro avião operado por controle remoto;  (1)

- 17 dias a 700 metros: Soterrados emitem sinais de vida em mina do Chile. Bilhete enviado à superfície por uma sonda revela que estão vivos os 33 mineiros presos desde 5 de agosto na área de exploração de ouro e cobre;  (1)

- Paquistão procede a novas evacuações por risco de inundações.  (3)

Brasília/DF:

- Agnelo faz caminhada no Jardim Roriz ao lado de 300 apoiadores;  (3)

- Caixa de Pandora: Justiça bloqueia bens de Benedito Domingos;  (4)

- O que os distritais escondem na tevê. No programa eleitoral gratuito, candidatos à reeleição na Câmara Legislativa do DF exibem qualidades, listam benfeitorias que fizeram e apresentam propostas capazes de encher de esperança o eleitor. No entanto, deixam de falar de episódios suspeitos em que muitos deles estiveram envolvidos recentemente. Há casos de políticos que estão sub judice, como Benício Tavares (PMDB) e Cristiano Araújo (PTB), ambos impugnados pelo TRE-DF. Outros, mesmo sendo investigados na Operação Caixa de Pandora, mantêm firmes suas candidaturas;  (1)

- O tempo em Brasília ficará hoje entre 12° e 27°. Sol o dia todo sem nuvens no céu. Noite de tempo aberto ainda sem nuvens.  (3)

Dilma Rousseff

DEFINIÇÃO EM PRIMEIRO TURNO É VITORIA DO POVO BRASILEIRO

Editor:

Carlos Honorato

A vingança de Luiz Inácio

Eduardo Guimarães – Representante comercial, presidente do MSM, Movimento dos Sem-Mídia.

 Luis Inácio deve estar saboreando cada segundo da mais completa rendição de José Serra, do PSDB e da mídia àquele que mais odeiam, ele mesmo, um pernambucano que, na idade adulta, converteu-se em Lula, de longe o presidente da República mais popular da história do Brasil.

Os supracitados adversários políticos de Luiz Inácio passaram décadas insultando esse homem de todas as formas. Chamaram-no de ladrão (mensalão), de beberrão (Larry Rohter), de apedeuta (Esgoto da Veja), de anta (Diogo Mainardi), de assassino (Folha no desastre da TAM), de estuprador (Folha e o “menino do MEP”)…

Uma geração inteira cresceu lendo e escutando Luiz Inácio ser insultado de todas as formas e acusado de tudo o que se possa imaginar.

Depois de Collor, em 1989, e de FHC, em 1994, em 2002 José Serra “ascendeu” ao posto máximo da direita contemporânea, o de “anti-Lula”. Desde então, não desceu mais do pódio. Esteve por trás de todos os ataques mais virulentos feitos ao presidente da República durante os últimos sete anos e tanto.

As relações do tucano com os agressores mais contundentes do primeiro mandatário da República são tão conhecidas que é possível achar até fotos dele na internet abraçado a alguns.

Durante a maior parte da década de 1990 até início dos anos 2000, Luis Inácio sempre foi comparado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, intelectual de renome internacional que o derrotou em duas eleições seguidas. A superioridade de FHC sobre ele foi cantada em verso e prosa até o limite do insuportável nos discursos tucano-midiáticos.

Luiz Inácio e seu povo chegam a 2010 com motivos para dar boas gargalhadas. Os que insultaram o mais eminente político petista durante décadas e que o preteriram tantas vezes em favor de FHC, hoje têm que homenagear o antigo desafeto em seus programas eleitorais e que esconder o antigo favorito.

A vingança de Luiz Inácio não poderia ser mais doce.

 Fonte:

DILMA NO TWITTER PARABENIZA O I ENCONTRO DE BLOGUEIOS

Daniel Bezerra também prestigiou o I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS

“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa.”Ayres Britto, ministro STF.
Estou nesse momento em Brasília, na casa do meu irmão Dilson, oficial da Aeronáutica.
Gostaria de compartilhar para vocês que não foram ao I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS, ocorrido nos dias 21, 22 e 23 em São Paulo, que foi uma maravilha. Temas de suma importância para o amadurecimento do blogueiros progressistas do Brasil. Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Luis Nassif, Eduardo Guimarães, Altamiro Borges, Renato Rovai, Conceição Lemes, Emir Sader, Daniele Penha, Ex-ministro Padilha, Juan do site “Dilma na Rede” e mais de 350 blogueiros, todos “feras da informação com qualidade.
Entrevistei quase toda Equipe organizadora do evento, que quando chegar em Fortaleza, vou editar todos e publicar no Blog da Dilma. Não perca. Também tire mais de 500 fotos da galera midiática.
O encontro em São Paulo deixou saudades.
Um grande abraço, Daniel Bezerra – criador e editor geral.

PARA 57%, DILMA VENCE ELEIÇÃO

Autor: Seu Pimenta

Segundo pesquisa Datafolha do dia 20 de agosto, 57% do eleitorado acredita que a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) vencerá as eleições. Só 22% acreditam que José Serra (PSDB) será o próximo presidente brasileiro, ante 1% que crava Marina Silva (PV). Antes, a relação era 49% a 25%.

A pesquisa aponta Dilma com 47% das intenções de voto, ante 30% de Serra e 9% de Marina. 74% dos eleitores afirmam já ter decidio voto. 23% admitem mudar de galho.

Conforme edição deste domingo da Folha, o eleitorado nordestino é o mais decidido: 80% dos eleitores da região afirmam que não vão mudar o voto. Os do Sul, por sua vez, são os menos convictos: 69% dizem estar totalmente decididos.

Dilma x Serra – Saúde – cirurgia de catarata

Uma área em que o José Serra faz mais propaganda é a cirurgia de catarata.

Diz que como ministro da saúde do FHC “fez e aconteceu” nesta área.

Vamos aos números:

“Foram realizadas 309.981 cirurgias de catarata, com o mutirão, em 2002, o último ano de Serra ministro”.

“No ano passado (2009), foram feitas 319.796 cataratas, na rotina das Cirurgias Eletivas”.

Quem fez mais cirurgias de catarata?

O Governo do PT, o governo que a Dilma ajudou a organizar.

Na realidade a gestão da saúde do José Serra foi bem fraquinha, sendo que a maioria dos setores ficaram esquecidos.

O setor de prevenção, por exemplo, foi um dos mais punidos na gestão dele. Quase nada funcionava e tinha poucos investimentos.

Por exemplo: foi só em 2005 que o Brasil interrompeu a transmissão da cólera. A partir de 2003 foi feita uma ampla mobilização social para acabar de vez com a cólera.

Na gestão José Serra esta doença ficou praticamente sem combate.

Precisou mudar o governo e entrar pessoas que fazem menos propaganda e mais ação.

Resultado: foi ótimo a turma do José Serra ter perdido a boquinha na saúde, a transmissão da cólera foi interrompida e o número de cirurgia de catarata AUMENTOU.

Leia também:

Dilma x Serra: saúde – exames de próstata

Governo de São Paulo dificulta ampliação do SAMU

HISTÓRIAS DE CANÇÕES


Rogério: composições de Chico Buarque na Fecap

O Teatro Fecap apresenta nos próximos dois finais de semana o espetáculo Histórias de Canções, com o violonista Rogério Silva interpretando músicas do compositor Chico Buarque de Holanda e o escritor Wagner Homem contando histórias relacionadas às canções. Durante 1h40 Rogério cantará um repertório que inclui Pedro Pedreiro,  A Banda, Roda viva, Anos Dourados, Sabiá, Bom tempo, Gente humilde e mais uma dezena de sucessos do compositor. O roteiro inclui ainda a apresentação de documentos sonoros, como a entrevista que Chico Buarque deu ao jornal Última Hora na pele do fictício Julinho da Adelaide, pseudônimo que criou para lidibriar a censura, durante o período militar. Sábados (21 e 28), às 21 horas; domingos (22 e 29), às 19 horas. O Teatro Fecap fica na Avenida Liberdade, 532, no Bairro da Liberdade.

DIRETO DE CUIABÁ, MATO GROSSO!


CAMINHOS E ENCRUZILHADAS

Já me contaram a história da figueira frondosa que se projetou além das árvores medianas. A moral dessa história relata que sobre a sombra dessa espécie, tudo míngua e não cresce. Outras, em que determinadas lideranças insistem em questionar ao espelho com uma pergunta que faz eco na carcaça em forma de globo situada pouco acima do pescoço: espelho, espelho meu – existe alguém mais competente do que eu? E o espelho que não é doido, confirma evidentemente. A vida esse dom divino para alguns e para outros, prodígio da natureza tem, por mais prolongada que a existência, data para findar. A figueira tomba, a vaidade e a presunção se revelam e desnudos e caídos. As grandes lideranças deste país estão com os cabelos grisalhos – quando não tingidos – com o rosto carregando em cada sinal uma história linda. Estéreis não produziram e não terão no futuro, seguindo a tradição, pessoas para reverenciar seus feitos. Podem até ter nome de rua – dessas que toda hora um cão teima em ficar urinando, de praças que pombos naturalmente depositam seus excrementos sobre os bustos feitos em bronze. Tanta demonstração de culto a personalidade. Tanta alienação. A república com vícios monárquicos que teimam em ver o mundo girar ao redor do umbigo. Quando uma estrela surge no firmamento quebrando a hegemonia da mesmice, ainda ousam ridicularizar da experiência. A estrela vai se assentando e logo, às vistas vão se desvelando e pode-se observar o nascimento de tantas outras e logo o céu não mais se encontra recoberta com o breu da ignorância e da vaidade. A estrela do PT, com Lula fulgurou no céu do planalto central e a noite escura se desfez e hoje, pode ver todo o esplendor de uma nova estrela – DILMA PRESIDENTE. A lição de Lula é muito clara para todos os verdadeiros líderes – é preciso renovar para que a história continue, para que a vida continue. Nesta eleição o novo se chama DILMA PRESIDENTE, com projeto e competência para executar. Chegou a hora de ir à rua, espalhar que o Brasil descobriu o caminho com LULA e na encruzilhada já conhecemos o melhor e mais seguro caminho: DILMA PRESIDENTE.
por Hilda Suzana V eiga Settineri



O AZENHA ESTÁ CERTO: BOMBOU O I ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUEIROS

Blogueiros apóiam Cloaca
e entram na Justiça contra Serra

Está na hora de jogar a sujeira no lixo, não é Cascão ?

O reúne em São Paulo 323 blogueiros independentes e progressistas, de 19 estados.

Ele , diz o Azenha.

a reportagem de André Cintra, no Vermelho.

Segundo Luis Nassif, um dos expositores, é um “fim de ciclo”, o fim de uma hegemonia.

Segundo Paulo Henrique Amorim é a festiva organização dos funerais do PiG (*).

O professor Emir Sader, do , ressaltou que ali se celebrava a criação de uma “esfera pública na defesa de direitos”.

Para escapar da lógica mercantil que opõe o estatal ao privado.

E a esfera pública não é uma nem outra.

Por aclamação – estava prevista uma votação secretíssima – e delírio da platéia, o recebeu o troféu Barão de Itararé, como o Blog do Ano.

A Comissão Organizadora, também por aclamação e entusiasmo incontido, decidiu entregar por Sedex – para prestigiar os Correios – o troféu “O Corvo” a Judith Brito, re-eleita presidente da Associação Nacional dos Jornais.

O professor Emir Sader e o mesmo traço de Maringoni ao Otavinho.

Ninguém melhor do que uma funcionária da Folha (**) para levar adiante a gloriosa premiação.

O I Encontro deliberou apoiar e subscrever a ação judicial iniciada pelo Cloaca News – para ler “Blogosfera reage” e aqui para ir ao Cloaca.

O Cloaca vai interpelar o jenio para saber quem é o “blog sujo” que vive à custa de dinheiro do Lula.

Na abertura do Encontro, tornou-se oficial a decisão de o Barão de Itararé entrar no Supremo com uma ADIN por Omissão, contra o Congresso Nacional, que não regulamenta os artigos da Constituição que tratam da Comunicação Social.

A ação é de autoria do emérito professor Fabio Konder Comparato, .

O Encontro se realizou sob inspiração de afirmação do Ministro Ayres Britto, do Supremo: “A liberdade da internet é maior do que a liberdade da imprensa”.

Várias idéias surgiram no Encontro que, entre atividades principais, tentou oferecer dicas para enfrentar ações na Justiça, vender publicidade para sobreviver, e utilizar a tecnologia – twitter, áudio, vídeo e as redes sociais – para defender a liberdade de expressão.

Surgiram idéias desafiadoras, como uma “cooperativa de páginas vistas”, um projeto para ter acesso a publicidade pública, e bombar a página do , organizador do evento, e se torne um portal para expor todos os blogueiros progressistas.

Ainda esta semana, sob a presidência ilustre do Miro Borges, o Barão se reunirá no restaurante “Sujinho” de São Paulo para levar adiante as deliberações do Encontro.

Então, se discutirá a proposta deste ordinário blogueiro de conferir um prêmio especial ao José Serra no II Encontro.

Já que, no dia 4 de outubro, ele será um twitteiro e nada mais, conferir-lhe um prêmio e um troféu desenhado pelo Maringoni.

O troféu Cascão.

Paulo Henrique Amorim

Hoje no enceramento do encontro tive um imenso prazer em conhecer e ouvir o Sakamoto. Para quem não conhece : Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Já foi professor de jornalismo na USP e, hoje, ministra aulas na pós-graduação da PUC-SP. Trabalhou em diversos veículos de comunicação, cobrindo os problemas sociais brasileiros. É coordenador da ONG Repórter Brasil e seu representante na Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.

 Ele tem o blog :    

Ele foi quem coordenou o ultimo evento da turma 4, não há necessidade de falar que foi ótimo e muito proveitoso. Ao final do encontro tive a oportunidade dar um abraço no Nassif, e em tantos outros amigos blogosfera tudo regado com um ótimo e generoso lanche, e muita descontração. O Azenha está certo, foi um sucesso o encontro de idéias com pessoas inteligentes com muita disposição de lutar pela liberdade na internet, com ética e responsabilidade, e colocar o PIG no seu devido lugar, o lixo. Parabéns a todos que coordenaram participaram desse evento.

Jussara Seixas

Unterstützungskampagne für die Präsidentschaftskandidatin Dilma Rousseff

Die Partei Núcleo do PT – Colônia und die brasilanische Kichengemeinde Noites de Glória, Dortmund – 44263 Dortmund Hörde, Aldinghofer Straße 2a lädt am Samstag, den 11. September 2010 zu einer Unterstützungskampagne für die Präsidentschaftskandidatin Dilma Rousseff ein.

Die Wunschkandidatin Dilma Rousseff des scheidenden Präsidenten Luiz Inácio Lula da Silva wurde auf einem Parteitag der Arbeiterpatei PT offiziell als Kandidatin für die Präsidentschaftswahlen am 03. Oktober 2010 nominiert und versprach, den Kurs des beliebten Amtsinhabers fortzusetzen.

Nach letzten Umfragen des Meinungsforschungsinstituts Ibope liegen Rousseff bei 47 Prozent und ihr ärgster Konkurrent José Serra von der sozialdemokratischen Partei PSDB und Gouverneur des Staates Sào Paulo bei 30 Prozent. Weit abgeschlagen auf dem dritten Platz kommt die von der PT zu den Grünen gewechselte ehemalige Ministerin Marina Silva mit 9 Prozent.

Breve resumo em português:
CAMPANHA DE APOIO A CANDIDATA A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSESFF
O Núcleo  PT – Colônia e a Igreja Brasileira Noites de Glória,  convida a todos para participar da campanha de apoio a Presidência da República Dilma Rousseff  que será realizada no sábado, 11 Setembro de 2010 na cidade de Dortmund, endereço: Aldinghofer 2a, 44263 – Dortmund Hörde.
Dilma Rousseff  foi indicada pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um congresso do partido do PT e oficialmente nomeada como candidata para as eleições presidenciais para 03 de Outubro de 2010 e, prometeu dar seguimento aos trabalhos do operador popular.
De acordo com pesquisas recentes do instituto de pesquisa Ibope, Dilma Rousseff está com 47%  e o candidato da oposição José Serra, do Partido Social Democrata – PSDB, e governador do Estado de São Paulo com 30%. Muito atrás, em terceiro lugar, a candidata que era do PT e que mudou para o Partido Verde, a ex-ministra Marina Silva está com 9%.

O Dia em que Lula se Despediu

 

*por FERNANDO RIZZOLO

Conheça o Blog do Rizzolo –

 

Toda manhã, como se isso já fosse rotina, ele voltava para casa com uma sacola contendo alguns produtos embrulhados num papel-jornal. Caminhava daquele seu jeito de menino pobre, meio se esforçando para andar com o peso daquele saco, pisando firme na estrada de terra de mais ou menos dois quilômetros, a distância entre sua casa e a venda. De olhar franzino, pernas finas, rosto moreno e cabelo mal cortado, ele fazia aquele trajeto todos os dias.

De vez em quando passava um caminhão pela estrada empoeirada, e lá já não se via mais ele, até a poeira assentar. Mateusinho era seu nome, e assim ele era conhecido em Potuverá, um bairro da periferia de Itapecerica da Serra, município da região metropolitana de São Paulo. Era filho de dona Eunice, desempregada, costureira, mãe solteira, que vivia do Bolsa-Família, o que, segundo ela, “ajudava a criar Mateusinho”. Vez ou outra eu levava algumas roupas à sua casa para ajustar, fazer barra, reforçar os botões, essas coisas que costureiras de bairro costumam fazer. Sua casa era humilde, de móveis pobres, e havia uma mesa simples, com toalha de plástico, que cheirava a café feito na hora. Num canto da sala, perto da TV, havia uma imagem do presidente Lula, dessas que se recortam em revistas.

Ainda me lembro da última vez em que lá estive. Mateusinho estava se preparando para ir à escola, e num gesto amistoso, ainda segurando minhas roupas nas mãos, a serem entregues a dona Eunice para o devido reparo, eu disse a ele: “Tudo bem, Mateusinho? Te vejo sempre pela manhã, na estrada, a caminho da venda”. Num gesto tímido de criança, ele me olhou e balançou a cabeça, como se dissesse “sim”. Com olhar de mãe orgulhosa, rindo, dona Eunice completou minha frase e disse a Mateusinho: “Diz bom-dia pro moço”. Então, desajeitado, ele sorriu e disse “Bom dia”, com voz baixinha.

Quando já estava de saída, eu disse a dona Eunice: “A senhora gosta do Lula, não é? Vi a foto dele lá perto da TV”. Tão logo concluí a pergunta, percebi que Mateusinho olhou para mim e num sorriso se antecipou e disse: “Ela gosta do Lula e eu também”. Dona Eunice balançou a cabeça, como quem agradecesse ao presidente, e completou: “Adoramos o Lula”. Foi naquele momento que percebi que aquela fotografia, meio perdida ao lado da TV, para aquela família simples, pobre e sem recursos, significava mais que uma foto – Lula ali era um pai, um pai que naquela casa nunca existira. Dei-me conta também de que o trajeto diário de Mateusinho entre sua casa e a venda, como se cumprisse uma oração, era a possibilidade daquela família pobre, através do Bolsa-Família, de comprar uma manteiga, um pão e um leite que alimentavam mãe e filho e davam o mínimo de dignidade e segurança àquela união familiar destroçada pelo destino, como tantas por este Brasil.

Já no portão, despedindo-me, comentei: “Logo o presidente Lula vai nos deixar, não é? Vai acabar seu mandato”. E complementando ainda fiz uma observação: “Acho que o dia em que a gente acordar e souber que o Brasil não mais terá o Lula a gente vai sentir, não é?”. Foi quando os olhos de dona Eunice marejaram, e de mãos dadas com o seu Mateusinho ambos me olharam com cara de quem queria chorar. Naquelas mãos dadas entre mãe e filho, vi mais que tristeza nos olhos dos dois – vi receio, saudade e gratidão de gente que nunca teve nada por um presidente que serviu de pai e supriu a lacuna da miséria e da desesperança, com inúmeros projetos de inclusão social. Ao abrir o portão, dona Eunice me olhou e, apertando mais ainda a mãozinha de Mateusinho e a minha, me disse, com os olhos cheios de lágrimas: “Não quero nem pensar nesse dia, doutor. Pra mim vai ser igual à despedida de um pai. Vou me acabar de chorar, espero que a Dilma seja nossa presidenta, a escolhida por ele”.

Fernando Rizzolo é Advogado e editor do Blog do Rizzolo –

Serra se confunde com a banda larga

A meta do Plano Nacional de Banda Larga de levar a conexão em alta velocidade a cem cidades ainda este ano está mantida, se não houver imprevistos, em novembro ou dezembro a banda larga poderá começar a ser implementada em diversos munícipios.
O grande projeto na área de comunicação do governo Lula é a criação de uma banda larga popular o que possibilitará a entrada de milhares de brasileiros no mundo da internet.
No I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas mostrou a força de centenas de blogueiros independentes apontando um grande crescimento de blogs. Se compararmos com os números há 8 anos, melhoramos muito, e Blogosfera tem um peso maior.
A Blogosfera Progressista faz um contraponto bastante razoável à imprensa escrita, mas não dá para comparar o peso da televisão. A televisão é muito mais poderosa ainda do que a internet no Brasil. É algo massacrante: 98% dos brasileiros veem televisão, e talvez apenas 30% ou 40% tenham acesso à internet.
A banda larga brasileira é cara, lenta e localizada.Concentra-se nas classes A e B e ignorou a classe C e ignorou o Nordeste. O Brasil dispõe de uma rede paralela à das empresas privadas, que é a infra-estrutura de Eletronet, da Eletrobrás e da Petrobrás.
A partir dessa rede, a Telebrás poderá entregar, em 2014, banda larga a 4.278 municípios. Hoje, as telefônicas privadas dizem que só estão interessadas em concorrer em 148 municípios.
O presidente da Telebrás, Rogério Santanna, fez comentários sobre críticas feitas pelo candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo ele, nos últimos dias, o tucano teria dito que, em caso de vitória nas urnas, “descartaria a Telebrás” e que ainda prepararia um “plano surpresa”.
Serra é contra a Telebrás e como sempre não entende que está é uma medida para beneficiar a população que ainda não tem acesso a internet.
Com a banda larga, quanto mais houver acesso ao computador e à internet, um percentual maior de pessoas poderá ser incorporado a essa rede alternativa de informação. Por isso é que o Plano Nacional de Banda Larga é tão estratégico

Encontro nacional de blogueiros “homenageia” Judith Brito e Serra

Uma proposta do jornalista Paulo Henrique Amorim levou ao riso os mais de 300 participantes do 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, neste sábado (21/8), em São Paulo. Em resposta ao presidenciável tucano José Serra — que na quinta-feira (19) classificou as páginas alternativas da web de “blogs sujos” —, PHA propôs que a próxima edição do Encontro, em 2011, agracie Serra com uma premiação nada lisonjeira.Por André Cintra“Serra é um tuiteiro medíocre e merece o prêmio de blog mais sujo da internet. Proponho dar a ele o Troféu Cascão”, ironizou o jornalista da TV Record e do Conversa Afiada, numa referência ao personagem imundo da Turma da Mônica que não tomava banho. “Vamos ajudar o financiar o Cloaca News, que entrará na Justiça para que Serra diga quem são os blogs sujos”, agregou Paulo Henrique.
Luis Nassif minimizou igualmente a baixaria do candidato do PSDB à Presidência. “A declaração do Serra é o melhor diploma — o melhor reconhecimento — que nós podemos ter”, disse ele, que também chamou Serra de “babaca”. E afirmou mais: “Me perguntam em quem vou votar nestas eleições. Eu quero impedir a vitória de Serra. Se ele vencer, terá nas mãos o poder da mídia e o poder do Estado”.
As relações entre imprensa e política justificaram outra escolha do dia. Enquanto a premiação a Serra fica para o ano que vem, o troféu “O Corvo de 2010”, oferecido também pela blogosfera progressista, já tem dono. Na verdade, uma dona. Por aclamação, os blogueiros presentes ao encontro elegeram Judith Brito como símbolo do que há de mais conservador e agourento na grande mídia.

Concorrência não faltava à diretora-superintendente da Folha de S.Paulo e presidente recém-reeleita da ANJ (Associação Nacional dos Jornais). Mas o fator decisivo para a “vitória” de Judith foi sua confissão de que hoje a grande mídia — e não o PSDB ou o DEM — é que realmente desempenha o papel de oposição ao governo Lula. Com Judith, o chamado PiG (Partido da Imprensa Golpista) mostrou, sem cerimônias, sua verdadeira face.

Diversidade
A resistência à mídia hegemônica e a oposição ao ideário direitista de Serra são pontos consensuais num Encontro que, contraditoriamente, demonstrou e enalteceu a diversidade da blogosfera, bem como seu caráter democrático. Nem todos os participantes são de blogs que se debruçam sobre as eleições presidenciais ou os abusos da grande imprensa. É o caso de Débora Maria da Silva, líder do movimento Mães de Maio.

À frente de um blog que leva o mesmo nome de seu movimento, a ativista aderiu à mídia alternativa devido aos acontecimentos que abalaram o estado em maio de 2006. Em retaliação à ofensiva do PCC (Primeiro Comando da Capital) sobre o sistema penitenciário e policial no estado, agentes de segurança exterminaram 562 pessoas naquele mês – “mais do que a ditadura” liquidou em 21 anos. Uma das vítimas, lembra Débora, foi uma mulher grávida que estava a três dias de fazer cesariana.

“São Paulo é um estado capitalista e autoritário”, denunciou Débora, ao lado de Nassif e PHA, na mesa de abertura do Encontro. Segundo ela, é à blogosfera que os movimentos devem recorrer para lançar seus pontos de vista e tentar sensibilizar a opinião pública. “O blog é um espaço democrático para nos manifestarmos. Não podemos deixar que barrem o direito de pensar do brasileiro, e a luta só se ganha com pressão.”

Triunfo do campo de cá
Nassif, ao analisar a relevância da blogsfera, também saudou o “momento histórico” da mídia alternativa, de que o Encontro é um contundente exemplo. Para ele, a frente de blogueiros ajudou a derrubar uma ofensiva da grande mídia, iniciada em 2005 com o proósito de derrubar, via impeachment, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nassif não poupou críticas à irresponsabilidade da grande mídia, especialmente da Veja e de seus “blogs intolerantes, divulgando o preconceito”.

Segundo Nassif, essa guerra acabou – com triunfo do campo progressista. “É o fim de um de um ciclo em que a mídia se tornou uma máquina de triturar reputações. O que nos uniu foi a luta monumental contra a ultradireita, para garantir os direitos básicos da sociedade civil”, afirma. “Vem um grande país pela frente, e nós temos o orgulho de dizer que participamos dessa construção.”

Já Paulo Henrique Amorim acredita que, apesar da “derrota fragorosa de Serra”, a grande mídia segue poderosa e influente. “Temos pela frente uma batalha pela liberdade de expressão. O PiG resiste, tem bala na agulha e vai resistir. Nós temos de lutar contra ele”, discursou.

A seu ver, o enfrentamento requer financiamento e resultados práticos. “Não podemos ser uma indústria que não encontra seus mecanismos de sustentação financeira”, diz PHA. As verbas, segundo ele, servirão para pagar eventuais advogados – mas também para buscar a notícia em primeira mão. “Os blogs precisam informar. Opinião não ganha jogo. O que ganha jogo é a informação.”

Presidente do DEM faz piada de mau gosto

Nega o que pediu ao STF: o fim do ProUni…

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) pegou pesado. Chamou Dilma Rousseff de “mentirosa” por ter afirmado que os demos querem acabar com o ProUni. Acusou a candidata de “deturpar” o assunto e negou que seu partido tenha pedido a suspensão do programa na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) a que deu entrada no Supremo Tribunal Federal (STF). Rodrigo alegou que houve apenas um “questionamento técnico”.

A mesma negativa, aliás, apresentada por José Serra (PSDB-DEM-PPS) no debate da Folha/UOL, quando disse que o seu aliado DEM levantou uma “questão de constitucionalidade” sobre o ProUni. O DEM entrou contra o programa, sim, e o nome do processo já diz tudo: Ação Direta de Inconstitucionalidade. Ora se entrou com uma ADIN e ela fosse aceita (no mérito, pelo STF) o ProUni deixava de existir na mesma hora. O governo teria que enviar outra lei ao Congresso Nacional.

Assim, tudo o que o Rodrigo Maia disse é pura enrolação típica dele. Acusado, faz-se de vitima e calunia o adversário. Em outubro de 2004, o DEM e a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEM) moveram uma ADIN contra o ProUni, que oferece bolsas de estudos em universidades privadas a estudantes de baixa renda.

Deputado não tem credibilidade

As bolsas são oferecidas a alunos aprovados pelo ENEM cujas famílias ganham até 3 salários mínimos. Por isso o DEM alegou na ADIN que o programa criou uma discriminação entre os cidadãos brasileiros desrespeitando os princípios constitucionais da isonomia e da igualdade.

Mas, o deputado não tem hoje credibilidade nenhuma. Nem campanha para seu candidato a presidente, Serra, ele tem feito. Apesar de seu partido ser o principal aliado do tucano e até ter imposto o vice da chapa, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ).

A manifestação do presidente nacional demo confirma, mais uma vez, que com os aliados do DEM que o Serra tem ele não precisa de adversários. O ex-prefeito do Rio César Maia, candidato a senador pela coligação PV-PSDB-DEM-PPS (a de Serra, no Rio) dedica-se a criticar o programa de TV da propaganda eleitoral serrista; o deputaqdo Rodrigo Maia a dizer absurdos como este, que eles não são contra o ProUni. Então entraram com a ADIN para quê? Isso é uma piada de mau gosto.
Por José Dieceu
Foto: MEC

Coadjuvante, Indio faz campanha solo e Serra cai nas pesquisas

BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Mais de 50 dias depois de ter sido escolhido vice de José Serra (PSDB) num processo que quase rachou a coalizão em torno do tucano, o deputado federal licenciado Indio da Costa (DEM-RJ) cumpre, em carreira solo, papel coadjuvante e descolado da coordenação-geral da campanha.

Serra bateu o martelo sobre o nome de Indio –com quem só havia falado uma vez– horas antes do prazo para a realização da convenção do DEM, em 30 de junho. O partido ameaçava largar o barco tucano caso Serra não aceitasse um demista.

Folha e UOL reúnem candidatos à vice-presidência na 3ª em SP
Vice de Serra acusa governo de trocar mensalão por loteamento para ganhar apoio
Serra diz que Indio da Costa terá papel de fiscalizador em seu governo

A favor de Indio pesou ser jovem, do Rio (terceiro maior colégio eleitoral do país) e ter imagem ética pela relatoria do projeto da Lei da Ficha Limpa na Câmara. Sua missão era compensar o palanque frágil de Serra no Rio e catapultar sua votação e a simpatia entre os jovens.

As “virtudes” do vice, porém, não funcionaram. O Datafolha mostra queda de 13 pontos percentuais de Serra no eleitorado de 16 a 24 anos, entre os levantamentos do dia 24 de julho e o de ontem. Foi a faixa etária em que Serra mais caiu, e em que Dilma Rousseff (PT) mais cresceu.

No Rio, a ação de Indio também foi inócua. Serra estava seis pontos atrás de Dilma em 24 de julho. Após três semanas, a diferença aumentou para 16 pontos.

Até sexta-feira, com 45 dias de campanha oficial, Serra fez 24 viagens, fora os compromissos no Rio e em SP. Indio só o acompanhou em um deles, em 9 de julho, quando participou de menos de dez minutos de corpo a corpo em Vitória (ES).

De lá para cá, além das visitas de Serra ao Rio e de dois eventos em SP, Indio só fez campanha para o tucano fora do Estado uma vez: na sexta-feira, em Florianópolis.

O roteiro é definido pelo próprio. Segundo a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), responsável pela organização da agenda de Serra, ela não trata do roteiro de Indio.

“A agenda é ele e sua assessoria que decidem”, diz.

Todo mundo em pânico

(O neo-febeapá demotucano pós-pesquisa do Ibope)

Márcia Denser*

- Em 16/8, segunda-feira: IBOPE: DILMA 41% x SERRA 32%. Com apenas dez dias de intervalo entre os dois levantamentos do Ibope, Dilma dobra a vantagem sobre Serra, ampliando a diferença de 5 para 11 pontos. A pesquisa, que entrevistou 2.506 pessoas entre 12 e 16/8, apurando somente os votos válidos, deu Dilma 51% x Serra 38%. Ou seja, se as eleições fossem hoje Dilma ganharia no 1º. Turno.

- Nesse mesmo dia, em Porto Alegre, sob o efeito atordoante do Ibope, Serra elogia (pela ordem) Yeda Crusius (grande governadora!), Leonel Brizola e João Goulart! Perguntinha no editorial da Carta Maior: o tucano ainda é candidato a presidente ou aspirante a compositor de samba enredo? Porque parece que vai adotar, como jingle de campanha, uma espécie de Samba do Crioulo Doido Volume 2

- Fala 2 de Zé Pedágio em Porto Alegre: ”Não sou daqueles que dizem que o Congresso Nacional tem 300 vigaristas ou picaretas. Teve alguém que disse isso. Hoje, estão todos com a outra candidata”. Serra referia-se “sem se referir” a uma declaração de Lula em 1993, porque mal do Lula ele não pode falar, aliás, segundo um analista do Estadão, cada vez que Serra fala perde mais votos, logo …

- Ele prefere botar o Lula logo na primeira estrofe do seu jingle de campanha, o que aponta para uma séria crise de identidade, segundo Jorge Furtado em seu blog, um jingle que é: 1) uma tentativa de fraude, pois investe na ignorância ou desatenção do eleitor, numa aposta que se tornou padrão; 2)uma confissão de derrota porque nunca na história deste país (ou de qualquer outro) se soube dum candidato que incluísse no jingle, logo no primeiro verso, o nome do opositor.

Como se o hino do Corinthians desse vivas ao São Paulo FC;

- Então, voltamos ao Samba do Crioulo Doido. Zé Pedágio já testou todos os discursos e combinações possíveis: de continuador de Lula, passando por pós-Lula, até sucessor de Álvaro Uribe (minha nossa!) na liderança da direita no Cone Sul;

- E absolutamente não ajuda nada Maitê Proença, na coluna da Sonia Racy, apelar “aos machos ferozes” para que exerçam seu “direito” de discriminar ferozmente o sexo oposto evitando assim a vitória de Dilma;

- O inevitável efeito “vai perder” nos blogs sinistros, sobressaindo o Noblat. Aliás, o site AmigosdoSerra está fora do ar há semanas.

- Apesar de pesquisas de opinião informarem que Bolívia, Venezuela, Cuba, FARCs, ergo comunismo-guerrilha-anos 60, são bobagens que, ou não chegam, ou não mobilizam a população, não obstante, lá está a Dilma Terrorista como matéria-piloto da revista Época desta semana.

Em tempo: Pós-divulgação da pesquisa do Ibope e devido ao bombardeio de internautas lembrando os laços espúrios das Organizações Marinho com a ditadura, com a qual lucrou durante 20 anos, o site de Época retirou a opção de enviar e ler comentários. E pano rápido.

- Mas sempre sobrarão muitíssimos demo-tucanóides com idéias “jeniais”:

1) Senadora tucana do Mato Grosso do Sul, Marisa Serrano propõe seguro-desemprego para artistas, músicos e técnicos de espetáculos devido à “instabilidade do mercado” (Ué! Mas o mercado não é uma maravilha? Não foi o neoliberalismo que impôs o darwinismo trabalhista acima de tudo? Sem absolutamente nenhuma contrapartida?);

2)Não esqueçamos nosso precioso Paulo Renato que felizmente retirou a proposta – descaradamente eleitoreira, senão fosse totalmente imbecil – de dar R$ 50,00 para cada aluno que fizesse recuperação (e para o professor,queridinho, não vai nada?);

3) Deu na coluna da Eliane Cantanhêde: última esperança do Serra é a Dilma perder votos entre as classes desfavorecidas, sobretudo no Nordeste, por causa da exigência de dois documentos pelo TSE, a colunista cinicamente achando “super-válido e super-positivo se o lance der vitória ao Serra” (se depender aqui do Congresso em Foco, sem chance:como já fazemos há tipo 6 anos, vamos divulgar o máximo possível todos os procedimentos necessários no sentido de orientar o eleitor).

- Em que pese já estar sendo inexorável desde algum tempo a ascensão de Dilma nas expectativas de voto, simultânea à queda vertical da candidatura Serra, a campanha tucano-pefelista prosseguiu acumulando erros, furos n’água, estratégias entre anacrônicas, estúpidas e equivocadas a tal ponto de se perceber o quanto ela desconhece os corações e mentes da população que pretende manipular via PIG, representado pela rede Globo, Folha, Estadão, revistas Veja, Época, Isto É & blogueiros nefandos;

- Segundo Emir Sader, a própria revista conservadora britânica The Economist considera que o povo brasileiro gosta do Estado porque lhe garante direitos. Como esta problemática – a dos direitos – não está incluída na ótica neoliberal, a direita brasileira é vitima dos seus próprios preconceitos e fica na contramão da opinião dos brasileiros;

-Comprovadamente, outro tema que já não mobiliza a opinião pública é o “mensalão” do PT (mensalão who????). Que o diga William Bonner nas “entrevistas” com os candidatos no Jornal Nacional, cujo favoritismo explícito pró-Serra e questões tolamente capciosas anti-PT, resultaram numa verdadeira aula magna de jornalismo canalha e estúpido, uma vez que subestimou o tempo todo o espectador. Ao fim e ao cabo, disse muito, disse tudo e falou alto mas por tudo o que não foi dito, por tudo o que foi calado, truncado. Interdito.

Donde as perguntas que não querem calar (das quais Zé Pedágio se esquivou tão lindamente, como se nem fosse com ele): será que, como presidente, ele

a) vai estender o pedagiômetro por todas as estradas federais?

b) privatizar a Petrobrax, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal?

E – medida sem precedentes: c) pagar a todos os alunos para irem à escola?

d) e, nesse caso,quanto pagaria ao professor?

e) hem?

- E no retorno às aulas, botar um cartaz na entrada de todas as escolas: Welcome to School! Como eu vi ontem, terça, 17/8, à entrada do Colégio Madre Cabrini, no bairro paulistano de Vila Mariana. Pois é. E eu me queixando da falta de leitores. Lembrando aqui que ISSO é um fenômeno que ainda acontece em Sampa onde, a despeito da sucessiva e incessante hecatombe tucana que assola os governos estaduais – a propósito, parece que o estado de São Paulo nem existe mais, se mudou para Miami! – Alckmin (PSDB), o picolé de xuxu diet, novamente dispara à frente de Fernando Mercadante (PT);

- Alguns leitores e internautas definem os governos tucanos em Sampa pela sigla PPPP: Privatização, Pedágios, Presídios & Porradas (a serem distribuídas aos “subversivos da vez”,tais como policiais & professores grevistas).

O fato é que a direita não tem projeto, apenas recicla a barbárie. Só lhe resta o terrorismo ideológico alimentado pela onipresente e difusa mentira hipócrita e puritana, ora dirigida ao narcotráfico, ora aos fumantes, ora pela satanização dos movimentos sociais. Desconsiderar o que vai nos corações e mentes da população faz parte do perfil da direita cujo projeto implica fundamentalmente em promover a despolitização, privatizar absolutamente tudo o que é público, esvaziar os direitos do trabalhador e cidadão, deixar todas as questões sociais sob a tutela dum estado repressor e policialesco.

E o arremate final é do Zé Simão, no UOL, consolando Serra: “Sempre haverá um pedágio no fim do túnel”.

ET: Fechando a coluna, saiu o Vox Populi: Dilma 45% x Serra 29%, assinalando 16 pontos de diferença. Pulando mais 5 em relação ao Ibope, que marcava 11 pontos.

Nesse pé, Serra também vai se mudar para Miami.

*A escritora paulistana Márcia Denser publicou, entre outros, Tango Fantasma (1977), O Animal dos Motéis (1981), Exercícios para o pecado (1984), Diana caçadora (1986), A Ponte das Estrelas (1990), Toda Prosa (2002 – Esgotado), Diana Caçadora/Tango Fantasma (2003,Ateliê Editorial, reedição), Caim (Record, 2006), Toda Prosa II – Obra Escolhida (Record, 2008). É traduzida na Holanda, Bulgária, Hungria, Estados Unidos, Alemanha, Suiça, Argentina e Espanha (catalão e galaico-português). Dois de seus contos – O Vampiro da Alameda Casabranca e Hell’s Angel – foram incluídos nos 100 Melhores Contos Brasileiros do Século, sendo que Hell’s Angel está também entre os 100 Melhores Contos Eróticos Universais. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUCSP, é pesquisadora de literatura, jornalista e curadora de Literatura da Biblioteca Sérgio Milliet em São Paulo.

Barrados em Londres

http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/08/21/grupo-de-teatro-otimismo.jpg
Grupo de teatro é barrado ao tentar entrar na Inglaterra

Queridos amigos,

Há aproximadamente 6 meses, a nossa Companhia – Teatro da Curva – recebeu um convite do Camden Fringe Festival , de Londres, para apresentar o espetáculo “Otimismo”, de Voltaire, adaptação de Ralph Maizza. Estreamos esse espetáculo em 2008 e ao longo de 2 anos fizemos 3 temporadas. Esse convite representou a expansão e coroação de um espetáculo realizado com poucos recursos, mas com muita dedicação, profissionalismo e amor. Durante esses 6 meses, trabalhamos continuamente e intensamente no levantamento de recursos afim de financiar a nossa viagem, visto que não haveria remuneração financeira, e sim apenas o intercâmbio cultural. Levantamos a verba necessária e adaptamos o nosso espetáculo para atender às necessidades do público inglês, de forma a proporcionar uma ampla compreensão do texto encenado, sem que o mesmo perdesse a sua essência.

Enfim, reunimos toda a documentação necessária de acordo com a legislação da imigração inglesa e seguindo orientação do Festival, que inclusive nos enviou uma carta convite, constando o nome de todos os envolvidos, para que a mesma fosse apresentada na imigração. Nos endividamos, recebemos o apoio de amigos, familiares e classe artística, e embarcamos rumo à concretização dos nossos sonhos e expectativas. Após uma longa viagem de 12 horas, chegamos cansados, porém muito empolgados e felizes, em solo inglês. Num primeiro momento, fomos recebidos cordialmente pelos agentes da imigração inglesa. Apresentamos todos os documentos necessários, demos as devidas explicações e fomos sinceros e claros quanto aos nossos objetivos em território inglês. Entregamos ao oficial nossos passaportes, a carta convite, as passagens de ida e de volta, o endereço no qual ficaríamos hospedados com carta de acomodação e informamos o quanto possuíamos em libras, quantia essa mais do que suficiente para bancar a nossa permanência em Londres durante os 10 dias de viagem.

Enquanto o oficial da imigração checava toda a documentação apresentada, fomos conduzidos a outra sala, onde nos revistaram e também as nossas bagagens, tudo de maneira cordial, porém, com algumas perguntas evasivas e atitudes invasivas (como, por exemplo, pedir para traduzir a carta de “boa viagem” da mãe de um dos atores, entre outras violações). Após 5 horas de espera, sendo ludibriados pelos oficiais da imigração, que nos diziam tudo aquilo se tratar de procedimento padrão para que pudéssemos entrar em território inglês, fomos comunicados da nossa inadmissão naquele país. A imigração alegou que não poderíamos entrar, pois não se tratava de um festival que possuía registro oficial e, portanto, o mesmo não tinha o direito de nos convidar. Sendo assim, necessitávamos de um visto de trabalho. No entanto, segundo cláusula do site de imigração londrina (no qual não consta a lista de registro dos Festivais Oficiais), é permitida a entrada no país de turistas e artistas para mostrarem o seu trabalho temporariamente, num período de 10 dias, não necessitando do visto de trabalho, já que não há remuneração. Mesmo sem o direito da palavra, dissemos isso ao oficial da imigração que, com muito cinismo e prepotência, nos replicou que poderíamos entrar como turistas, porém não naquele dia e, se quiséssemos, poderíamos voltar no dia seguinte. Ainda assim, manifestações, e pessoas do festival estavam no aeroporto tentando falar com a imigração para confirmar a veracidade das nossas informações, a falha de um documento complementar por parte do festival, bem como explicar que a nossa situação era completamente legal. A imigração, com seu radicalismo e xenofobia, não permitiu que essa comunicação fosse efetuada. A partir desse momento, a cordialidade dos oficiais ingleses transformou-se em uma hostilidade injusta e inadequada, já que estavam lidando com artistas (turistas) com documentação legal, que não haviam cometido nenhum delito. Digitais (mãos inteiras) e fotos foram tiradas de todos, e o direito de réplica nos foi negado de maneira estúpida e ameaçadora. Nos revistaram novamente, mas dessa vez de maneira agressiva. Nenhuma explicação. Agentes da segurança foram chamados para impedir qualquer manifestação da nossa parte, que apenas desejava conversar e entender o ocorrido. O pedido de tomar banho, trocar de roupas ou mesmo de fumar um cigarro foi negado rudemente, bem como a comunicação com a nossa produtora local. Os celulares foram apreendidos para que não tirássemos fotos. Em seguida, fomos escoltados por um grupo de seguranças até o momento de entrada no avião, cuidando para que não abríssemos as bagagens. Nos cercaram na zona de embarque na frente de todos os passageiros, até que os mesmos entrassem no avião. Nos sentimos envergonhados e acuados, e enquanto embarcávamos de volta, os seguranças ingleses nos davam um “tchauzinho” cínico e um sorriso sarcástico.

É importante registrar o quanto foi saudosa a recepção da tripulação da TAM, assim como a reação dos passageiros a nossa volta, bem como a calma e solidariedade da Policia Federal ao chegarmos no Brasil.
Com relação à falha da documentação complementar que não foi emitida pelo festival (registro), o grupo já está tomando as devidas providências. Vale ressaltar que tal falha do festival não tornava a nossa condição ilegal para que pudéssemos, de alguma forma, entrar em solo “shakespeareano”.

Escrevemos essa carta para o esclarecimento dos fatos, para que não haja dúvidas e tampouco distorções a respeito do ocorrido. Sobretudo, colocamos aqui que o objetivo não é o ressarcimento financeiro, e sim a expressão de nossa tristeza, indignação e sensação de impotência, visto que nos sentimos envergonhados sem termos feito nada de errado, bem como nos sentimos fracassados e humilhados sem termos falhado. Não é possível descrever o sentimento de rejeição e injustiça gratuita que experienciamos. No mais, acima de tudo, queremos fazer jus a nossa dignidade. Chegou a hora de lutarmos efetivamente contra a xenofobia, bem como reivindicar nossos direitos de cidadãos do mundo e artistas.

Abraço a todos,
Teatro da Curva
Celso Melez, Didio Perini, Flávia Tápias, Leandro D’Errico, Mariana Blanski, Ralph Maizza, Reynaldo Thomaz, Ricardo Gelli, Tadeu Pinheiro e Walter Figueiredo.

http://1.bp.blogspot.com/_cvTk_jAGfSQ/SdF-KoTHdbI/AAAAAAAACjA/jUuEWA5W3os/S220/ELENCO.jpg
Bastidores do “Otimismo”

Dilma,

Aproveito eu, Andrea Schilz, brasileira residindo na Alemanha e editora do Blog da Dilma para fazer um apelo pois nós que moramos no exterior não aguentamos mais ver esse tipo de tratamento dado a brasileiros e, esse é apenas um dos problemas que acontece fora do Brasil e por isso nós gostaríamos saber qual o plano de governo para quem vive no exterior ou mesmo vai a passeio como no caso do grupo brasileiro acima?

Brasileiros no Exterior: Nós Existimos!!

Record Denuncia Serra & Tv Globo

A TV Record levou ao ar, a história do terreno invadido pela TV Globo de São Paulo que, após a denúncia, virou projeto de uma escola técnica estadual voltado ao audio-visual. Além da polêmica sobre o uso privado de um terreno público durante anos, existe todo um conflito de interesses na construção dessa escola.

Será julgada no próximo dia 24 de agosto, pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), a Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico proposto pelos herdeiros dos antigos acionistas da Rádio Televisão Paulista S/A — hoje TV Globo — contra o espólio de Roberto Marinho. A informação é da Tribuna da Imprensa.

Datafolha mostra Dilma 17 pontos a frente de Serra

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